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Reforma tributária 2026: guia atualizado com dados exclusivos do setor de mobilidade

A Reforma Tributária 2026 marca o início da transição para o novo modelo de IVA Dual (CBS + IBS), com cobrança de teste de 1% sobre as notas fiscais, compensada pelos tributos atuais. 

Uma pesquisa da Edenred Mobilidade com mais de 90 empresas do setor mostra que 43% esperam redução de custos operacionais com a reforma, enquanto 80% apontam a automação de processos como a principal prioridade para uma transição bem-sucedida, à frente até da disponibilidade de equipe e orçamento.

Chegamos em 2026. O que nos últimos anos foi manchete de jornal e motivo de debate no Congresso agora é a realidade do dia a dia das empresas. A Reforma Tributária saiu do papel e entrou na fase prática de implementação.

Para o RH e a Gestão de Frotas, isso pode parecer, à primeira vista, um problema apenas da Contabilidade ou do Fiscal. Mas não se engane: a mudança impacta diretamente o orçamento. Os preços de combustíveis, serviços de manutenção, locação de veículos e softwares vão flutuar durante essa transição.

Mais do que isso: no novo modelo, dado é dinheiro. Se a gestão de despesas não estiver organizada, a empresa deixará de recuperar impostos, encarecendo a operação.

Neste artigo, vamos traduzir a linguagem burocrática financeira, explicar o que muda agora, trazer dados exclusivos de como o próprio setor de mobilidade está se preparando e mostrar por que a tecnologia do Simplifica Fiscal+ da Edenred Mobilidade é a melhor aliada para atravessar essa fase sem prejuízos.

O que muda em 2026 com a reforma tributária? (O ano de teste)

Podemos definir 2026 como o ano do “laboratório”. O governo e as empresas vão testar se os sistemas estão prontos para operar o novo modelo, mas sem gerar um aumento brusco na carga tributária de imediato.

A grande mudança prática é o início da cobrança do IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado), dividido em duas siglas que você ouvirá muito:

  1. CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): Federal, que substituirá o PIS e COFINS, absorvendo parte da função do IPI.
  2. IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): Estadual/Municipal, que substituirá o ICMS e o ISS.

A alíquota de teste

A partir de agora, as notas fiscais virão com uma cobrança de 1% referente a esses novos impostos (sendo 0,9% de CBS e 0,1% de IBS). “Mas vou pagar mais caro?” Na teoria, não.

O valor apurado nesse 1% segue regras de neutralização previstas na transição, sem gerar aumento relevante de carga. O objetivo não é arrecadar mais agora, mas forçar as empresas a adaptarem seus sistemas para emitir e receber documentos no novo padrão.

A sopa de letrinhas: entenda o IVA Dual (IBS e CBS)

Para o gestor que aprova orçamentos, é fundamental entender que a lógica de formação de preços mudou. O antigo sistema de “imposto sobre imposto” (efeito cascata) começa a morrer.

No modelo antigo, o tributo ficava “escondido” no custo do produto. No modelo novo (IVA), o imposto é cobrado “por fora” e é não-cumulativo.

Isso significa que, em cada etapa da cadeia (da refinaria ao posto de gasolina, do posto à frota), o imposto pago na etapa anterior vira um crédito para a etapa seguinte.

Por que o RH precisa saber disso? Porque serviços essenciais para a mobilidade corporativa, como hotéis, passagens, aluguel de carros e oficinas, terão suas alíquotas alteradas.

A gestão precisará estar atenta para saber se o fornecedor está repassando o custo corretamente ou se está aproveitando a confusão da reforma para aumentar margens indevidamente.

Abastecimento, manutenção, pedágio e frete. Tudo em um só lugar.

Quem vai pagar imposto em 2026 e o impacto nos serviços

Uma das maiores polêmicas da reforma é o impacto no setor de serviços. Historicamente, serviços pagavam menos impostos (via ISS e PIS/COFINS cumulativo) do que a indústria. Com a reforma, a tendência é que a alíquota nominal de serviços suba para se igualar à média (estimada em 26,5% a 28% no futuro).

Porém, aqui entra o “pulo do gato” da Não-Cumulatividade Plena:

  • Antes: a empresa pagava pela manutenção do veículo e o imposto estava embutido no preço, como um custo afundado.
  • Agora (2026 em diante): o imposto pago nessas despesas pode gerar crédito financeiro, desde que atendidos os requisitos fiscais, que a empresa pode usar para abater de seus próprios impostos.

O “perdedor” da reforma

Quem vai ser prejudicado em 2026? A resposta é simples: quem não tem organização fiscal. Para recuperar o crédito, a nota fiscal precisa ser perfeita, um recibo amassado sem CNPJ ou uma nota com código de serviço errado já é suficiente para a empresa perder o benefício.

Em uma frota que gasta R$ 100 mil por mês, a falta de documentos fiscais corretos pode significar jogar fora milhares de reais em créditos tributários. A desorganização ficou cara.

O que as empresas de mobilidade esperam da Reforma Tributária

Para entender como o próprio setor está encarando essa transição, a Edenred Mobilidade realizou o estudo inédito “Panorama entre empresas sobre a Reforma Tributária”, ouvindo representantes de mais de 90 empresas do país em maio de 2026. 

Os dados mostram um mercado dividido entre expectativa de ganho de eficiência e insegurança sobre a adaptação e reforçam que automação, não apenas conhecimento fiscal, é o que vai definir quem sai na frente.

Efeito esperado da reforma tributária na operação

Entre as empresas que esperam redução de custos, o impacto tende a ser moderado: 49% projetam queda de até 5%, 36% estimam economia entre 5% e 15% e apenas 15% acreditam em redução superior a 15%.

Já entre as que esperam aumento de custos, a percepção é de impacto intermediário: 6 em cada 10 empresas desse grupo preveem elevação entre 5% e 15%, enquanto 20% esperam alta de até 5% e outros 20% projetam aumento superior a 15%.

Mais revelador que os números de custo é o que as empresas apontam como prioridade para uma boa transição:

O que as empresas priorizaram para uma boa transição na reforma tributária

Isso confirma o que já discutimos neste artigo: a reforma deixou de ser só uma pauta tributária e virou um desafio de gestão operacional e tecnológica.

A pesquisa também foi destaque na imprensa — a Exame noticiou os principais achados do levantamento, reforçando que a expectativa de redução de custos supera a de aumento entre as empresas de mobilidade brasileiras.

Como ficará a nova tabela do Imposto de Renda para 2026?

Enquanto o RH olha para as despesas da empresa, o colaborador está preocupado com o próprio bolso. É importante não confundir a Reforma do Consumo (IBS/CBS) com a Reforma da Renda (IRPF).

Para 2026, também temos mudanças na tabela do Imposto de Renda, visando ampliar a faixa de isenção.

  • Isenção Ampliada: a nova tabela busca isentar quem ganha até R$ 5.000,00, conforme a nova regulamentação do imposto de renda.
  • Tributação de Lucros e Dividendos: continua sendo um ponto de atenção para sócios e diretores, com propostas de voltar a tributar a distribuição de lucros.

Para o Departamento Pessoal, isso exige atualização imediata dos sistemas de folha de pagamento para garantir que as retenções na fonte estejam corretas já no primeiro holerite do ano.

O papel da tecnologia: por que a gestão manual é um risco?

Diante de tanta mudança, gerenciar despesas de mobilidade com planilhas de Excel ou conferência manual de notas fiscais tornou-se uma operação de alto risco.

O novo sistema tributário exige rastreabilidade integral de documentos como CT-e, CT-e OS, NF-e, NFS-e e BP-e. O Fisco quer saber exatamente qual CNPJ comprou, qual vendeu e qual foi o imposto destacado em tempo real. Uma planilha não conversa com o sistema da Receita Federal.

Se a empresa ainda depende que o motorista guarde o papelzinho do pedágio ou a notinha do almoço para pedir reembolso, está criando um buraco negro fiscal, sem o documento digital padronizado, o Financeiro não consegue apurar o imposto e a empresa paga mais caro do que deveria.

“Para manter competitividade e boas margens de lucro, quem faz gestão de frotas, abastecimento e de custos logísticos, de forma geral, precisa implementar ferramentas tecnológicas e automação”, afirma Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade. “A nova tributação exigirá rastreabilidade de ponta a ponta para garantir a emissão correta dos documentos fiscais. 

As empresas que investirem em inteligência de dados conseguirão transformar essa obrigatoriedade em uma vantagem competitiva concreta.”

Simplifica Fiscal+: sua solução de inteligência tributária na transição

Como garantir que todas as notas fiscais de abastecimento da frota cheguem organizadas e validadas para aproveitar os benefícios da Reforma Tributária? A resposta está na automação com o Simplifica Fiscal+, da Edenred Mobilidade.

O Simplifica Fiscal+ é uma plataforma inteligente que automatiza os processos manuais, proporcionando máxima eficiência e confiança para a gestão fiscal. Por que ele é essencial em 2026?

  • Captura automática de NFs: o sistema rastreia e disponibiliza as notas de abastecimento emitidas, eliminando a dependência de processos manuais e cobranças aos postos.
  • Comprovação de consumo e validação: garante que cada litro abastecido seja comprovado com dados validados na NF, assegurando conformidade fiscal e evitando perda de créditos.
  • Integração direta com o ERP: a plataforma entrega relatórios em Excel/TXT ou via API em tempo real, integrando os dados diretamente ao sistema da empresa com agilidade e redução de erros.
  • Redução de carga operacional: com arquivos organizados por lotes e nomenclatura padrão, a equipe financeira e contábil ganha tempo para atuar de forma estratégica.

Em tempos de complexidade fiscal e explosão no volume de notas, a tecnologia do Simplifica Fiscal+ é a segurança que a empresa precisa e os dados da própria pesquisa da Edenred Mobilidade confirmam: automação já é a prioridade número um do setor para essa transição.

Mais perguntas sobre a Reforma Tributária 2026

O que muda em 2026 com a reforma tributária? 

O ano de 2026 marca o início da transição, com a cobrança teste de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS (total de 1%), que poderá ser compensada com os tributos federais atuais. É o ano de adaptação dos sistemas fiscais.

Quem vai pagar o Imposto em 2026? 

Todas as empresas contribuintes (exceto as do Simples Nacional em alguns aspectos) começarão a destacar os novos impostos nas notas. O consumidor final poderá ver esses impostos na nota, mas a carga tributária total deve se manter estável devido à compensação com os impostos antigos.

Como ficará a nova tabela do Imposto de Renda para 2026? 

A reforma da renda prevê a ampliação da faixa de isenção do IRPF para quem ganha até R$ 5.000,00 mensais, além de ajustes progressivos nas demais faixas para corrigir a defasagem inflacionária.

Quem vai ser prejudicado com a reforma tributária? 

Empresas desorganizadas fiscalmente serão as maiores prejudicadas. Com a obrigatoriedade de notas por transação, quem não utilizar sistemas automatizados para capturar e validar documentos (como o Simplifica Fiscal+) perderá o direito de abater impostos e sofrerá aumento real na carga tributária.

O que as empresas de mobilidade esperam da Reforma Tributária? 

Segundo pesquisa da Edenred Mobilidade com mais de 90 empresas, 43% esperam redução de custos operacionais e 22% esperam aumento. A principal prioridade apontada para uma boa transição é a automação de processos (80%), seguida de acesso a informações claras (67%).

A Reforma Tributária 2026 exige profissionalismo: quem tiver dados organizados vai transformar o imposto em crédito e ganhar competitividade; quem continuar na gestão manual vai perder margem de lucro.

Prepare sua empresa agora. Conheça o Simplifica Fiscal+ e tenha controle total e dados precisos na sua mão.

Para mais conteúdos, dicas e informações sobre o mercado e as reformas, continue explorando os artigos disponíveis no Blog da Edenred Mobilidade.

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