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Alta do combustível e gestão de frota: o que esse momento revela

Preços subindo, margens pressionadas e frotas expostas a um cenário que ninguém controla. Na comparação entre as médias dos últimos dias de fevereiro e as dos últimos dias de março, período marcado pela escalada das tensões no Oriente Médio, o diesel comum acumulou alta de 21,75% e o diesel S-10 teve alta ainda maior, de 23,76%. É mais uma confirmação de que fatores externos podem impactar profundamente a operação de qualquer empresa que depende de transporte.

Acompanho o setor de mobilidade e gestão de frotas há anos. Vi ciclos semelhantes se repetirem em 2021, em 2022, e agora em 2026. E o que me chama atenção para além do aumento, é o que ele revela sobre o que já estava acontecendo antes.

A alta do combustível funciona como uma lente de aumento sobre a gestão da frota. Onde há controle, o impacto é absorvido com mais eficiência. Onde não há, ele aparece amplificado, porque operar sem visibilidade de dados em um ambiente volátil deixa qualquer empresa exposta.

Vi empresas de porte semelhante operando no mesmo mercado, com frotas do mesmo tamanho, sentindo impactos diferentes na margem. 

A diferença, quase sempre, estava na forma como controlavam o abastecimento. Não por mérito ou descuido de ninguém. O mercado simplesmente ainda não oferecia, para muitas operações, ferramentas acessíveis o suficiente para isso.

Você não controla o preço do combustível. Mas controla quanto sua empresa gasta com ele.

Essa distinção, entre o que está fora da nossa governança e o que podemos de fato gerir, é o ponto central deste texto. E é com base nela que acompanhamos de perto o mercado, para estar ao lado de clientes e parceiros neste momento.

O cenário: por que essa alta importa mais do que parece

Os dados que monitoramos ajudam a explicar esse cenário. Na comparação entre as médias dos últimos dias de fevereiro e as dos últimos dias de março, o diesel comum acumulou alta de 21,75%, saindo de R$ 6,25 para R$ 7,61 por litro. O diesel S-10 teve alta ainda maior, de 23,76%, passando de R$ 6,23 para R$ 7,71. Na mesma comparação, a gasolina avançou 7,45%, de R$ 6,44 para R$ 6,92, enquanto o etanol subiu 2,73%, passando de R$ 4,76 para R$ 4,89.  

A pressão que os gestores de frota estão sentindo agora é real. É natural que a primeira reação seja procurar quem vai baixar o preço, renegociar com fornecedores ou reduzir a operação. São respostas adequadas diante de um choque externo dessa magnitude.

Hoje em dia, a Edenred Mobilidade acompanha de perto a movimentação do mercado e podemos complementar: há uma parte do gasto com combustível que está dentro da empresa e que pode ser gerida independentemente do preço do barril de petróleo. 

Não como solução mágica, mas como algo concreto que já está funcionando para empresas que adotaram uma solução para gerenciar o processo de abastecimento. Contamos com mais de 1 milhão de veículos conectados às nossas soluções e isso nos permite monitorar de perto o comportamento dos preços por meio do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

O que o momento revela: vazamentos que existiam antes da alta

Sem visibilidade sobre onde, quando e quanto cada veículo abastece, o gestor de frota navega com informação incompleta. E em um ambiente de preços voláteis, essa lacuna fica ainda mais visível. 

Chamamos de vazamentos silenciosos os custos que não aparecem com clareza no relatório mensal:

  • Abastecimentos fora de rota: em postos sem negociação de preço e sem registro adequado
  • Desvios de combustível: que só aparecem, quando aparecem, meses depois, já sem possibilidade de reversão
  • Veículos com consumo acima da média: que nunca foram identificados como problema mecânico ou comportamental
  • Uso do cartão para finalidades não previstas: detectável apenas com parâmetros de controle configurados por veículo e motorista

Esses vazamentos existem na maioria das frotas. Não porque a gestão foi negligente, mas porque controlá-los exige dados em tempo real e ferramentas específicas que nem sempre estavam disponíveis ou acessíveis. 

A alta do combustível, ao pressionar as margens, torna esse controle mais urgente e a conversa sobre ele mais inevitável.

O que as empresas com controle de abastecimento fazem diferente?

Com base no que acompanhamos em clientes que adotaram gestão de abastecimento com soluções de pagamento dedicadas, identificamos quatro benefícios consistentes que vão além da economia direta no preço por litro:

1. Previsibilidade de custo

Com controle granular de abastecimento por veículo, motorista, data e posto, o gestor passa a acompanhar o consumo em tempo real, em vez de descobrir quanto foi gasto no mês que passou. Isso permite agir antes que o desvio se torne prejuízo. A previsibilidade que isso gera no planejamento financeiro é, na minha visão, o benefício mais subestimado da solução.

2. Rastreabilidade total de cada litro

Cada abastecimento registrado é um dado. Juntos, esses dados revelam padrões que planilhas manuais de controle de combustível simplesmente não conseguem entregar em escala. O veículo que consome 20% acima da frota, a rota que foi otimizada mas não teve o plano de abastecimento atualizado. Esse é o tipo de inteligência operacional que transforma a gestão de custo.

3. Bloqueio de desvios antes que aconteçam

Limites por veículo, restrição de postos autorizados, horários de abastecimento: esses parâmetros funcionam como cercas digitais. Com eles, desvios deixam de ser descobertos no relatório do mês seguinte e passam a ser impedidos no momento em que tentariam acontecer. É uma mudança de lógica: de gestão reativa para governança preventiva.

4. Acesso a rede com preço negociado

Soluções como a Edenred Mobilidade oferecem acesso a uma rede credenciada com preços negociados coletivamente. Em momentos de alta, esse diferencial no preço por litro tem impacto direto e imediato no caixa. É uma das formas mais rápidas de sentir resultado sem depender de nenhuma mudança operacional interna.

Nossa posição neste momento

Aqui na Edenred Mobilidade nós acompanhamos a alta de perto. Os dados de monitoramento de preços que coletamos em postos de todo o Brasil, ajudam as mais de 35 mil empresas e clientes a ter as informações a partir de ferramentas certas para navegar no cenário da melhor forma.

Sabemos que o impacto é real. E que a decisão de adotar uma solução de gestão de abastecimento precisa fazer sentido para cada operação, no seu tempo. 

O que oferecemos com nossas soluções é clareza: o que é possível controlar, o que já está funcionando para outras empresas e o que uma conversa com nossa equipe pode ajudar a revelar sobre a frota de cada cliente.

Para entender as dimensões desse custo, vale conhecer os principais indicadores de gestão de frota para controle de combustível.

Sua frota tem controle de abastecimento?

Se você gerencia uma frota, seja de veículos leves, pesados ou misto, e ainda não tem visibilidade granular de abastecimento, estas quatro perguntas podem ajudar como diagnóstico rápido:

  • Você sabe, com precisão, quanto cada veículo da sua frota gastou em combustível no mês passado?
  • Existe algum mecanismo que impede um motorista de abastecer fora do posto autorizado?
  • Você consegue identificar quais veículos têm consumo anormal antes que o desvio apareça no fechamento mensal?
  • Sua empresa acessa preços negociados de combustível ou paga o preço de balcão em cada posto?

Se a resposta para alguma dessas perguntas for “não” ou “não sei”, há oportunidade concreta de redução de custo, independentemente do preço do barril de petróleo. 

Vale também checar se você está cometendo algum dos erros mais comuns no controle de combustível da frota.

O preço é o gatilho. O controle é a resposta.

Quando o combustível sobe, a reação natural é procurar quem vai baixar o preço. Mas o preço está fora da nossa governança. O consumo, não.

Gestão de abastecimento não é uma solução para crises. É uma prática que reduz o impacto de qualquer crise futura. Empresas que já têm esse controle implementado, com soluções como a Edenred Ticket Log, estão atravessando esse momento com mais estabilidade. E estamos prontos para ajudar aquelas que ainda querem chegar lá.

Controle de abastecimento não elimina a volatilidade do mercado. Mas elimina a parte do custo que está dentro da empresa, e que é possível parar de pagar hoje.

Quer entender como a Edenred Mobilidade pode ajudar sua frota nesse momento?Controle completo de abastecimento, rede de mais de 21 mil postos credenciados, painel de KPIs em tempo real e alertas automáticos de desvio. Conheça a Gestão de Abastecimento Edenred e descubra o impacto real no seu caixa.

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Vinicius Fernandes · Diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade
Escrito por

Vinicius Fernandes · Diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade

Graduado em Engenharia de Produção pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e com MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral, tem mais de 22 anos de trajetória no Grupo Edenred, iniciando como estagiário e progredindo até o cargo de Diretor de Unidades de Negócio na Edenred Mobilidade. Durante sua carreira, ocupou posições como Diretor de Operações na Edenred Ticket Log, Diretor de Produtos e Desenvolvimento de Negócios na Edenred Repom. Em 2025, assumiu a liderança conjunta do segmento de frete e do negócio de gestão de abastecimento, focando na ampliação das operações e na eficiência. Possui também experiência relevante em processos de fusões e aquisições do grupo, como a integração da Embratec com Ticket Car e a recente aquisição da PagBem.

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