InícioGestão de FreteVale pedágio: o que mudou, quem paga e como gerenciar em 2026

Vale pedágio: o que mudou, quem paga e como gerenciar em 2026

Vale pedágio é um benefício obrigatório pago pelo embarcador ao transportador para cobrir os custos de pedágio durante o transporte de cargas. 

Desde janeiro de 2025, o pagamento só é aceito por meio eletrônico, como a tag, e deve ser feito antes do início da viagem.

Para transportadoras e gestores de frota, entender como o vale pedágio funciona na prática faz diferença direta no controle operacional e financeiro da operação.

Veja, neste artigo:

  • O que é vale pedágio;
  • Como funciona o vale pedágio;
  • Quem tem direito a receber;
  • Como solicitar e receber o vale pedágio;
  • Como gerenciar o vale pedágio em frotas.

O que é vale pedágio?

Vale pedágio é um benefício previsto em lei que garante ao transportador o reembolso antecipado dos custos com pedágio em viagens de transporte de carga. 

O objetivo do benefício é assegurar que esses valores não saiam do bolso do motorista ou da transportadora, mas sim do embarcador, que é quem contrata o serviço de transporte.

Para as empresas, o vale pedágio representa uma obrigação legal com impacto direto no fluxo de caixa e na conformidade da operação. Quando não é pago corretamente, pode gerar problemas contratuais, multas e até paralisação do transporte.

Como funciona o vale pedágio?

O vale pedágio funciona como um crédito eletrônico disponibilizado pelo embarcador ao transportador antes do início da viagem. Esse crédito é carregado em uma tag de pedágio e utilizado automaticamente nas passagens ao longo do trajeto.

O fluxo básico do processo segue estas etapas:

  1. O embarcador contrata o serviço de transporte de carga com uma transportadora ou motorista autônomo;
  2. Antes da saída, o embarcador disponibiliza o vale pedágio correspondente ao trajeto previsto;
  3. O crédito é carregado na tag do transportador;
  4. Durante a viagem, as passagens nos pedágios são debitadas automaticamente da tag;
  5. O embarcador recebe o extrato das passagens realizadas para controle e prestação de contas.

Desde janeiro de 2025, por determinação da Resolução nº 6.024 da ANTT, o pagamento do vale pedágio obrigatório (VPO) não pode mais ser feito por cartão físico ou cupom. 

A única forma aceita é por meio eletrônico, o que na prática significa que o crédito precisa estar disponível na tag antes da saída do veículo.

Vale pedágio obrigatório e vale pedágio voluntário

É importante distinguir dois tipos de vale pedágio:

  • Vale pedágio obrigatório (VPO): exigido por lei para operações de transporte rodoviário de cargas. O embarcador é responsável por emitir e o valor é calculado com base na rota e no número de eixos do veículo.
  • Vale pedágio voluntário: crédito adicional disponibilizado pela empresa para cobrir pedágios além do trajeto obrigatório ou em situações não previstas na rota original.

Na prática operacional, a maioria das transportadoras lida com os dois tipos ao mesmo tempo; o controle centralizado de ambos é o que evita desvios, valores em aberto e retrabalho na prestação de contas.

Quem tem direito a receber o vale pedágio?

Tem direito a receber o vale pedágio todo transportador que realiza transporte rodoviário de cargas contratado por um embarcador. Ou seja:

  • transportadoras (empresas de transporte de carga);
  • motoristas autônomos que prestam serviço para embarcadores;
  • operadores logísticos que subcontratam o transporte.

A obrigação é da empresa dona da carga que contrata o serviço de transporte. Quando o embarcador não emite o VPO, o transportador pode recusar o carregamento sem penalidade contratual.

Como solicitar e receber o vale pedágio?

O processo de solicitação e recebimento do vale pedágio varia conforme o perfil, seja você transportador ou embarcador.

Para o transportador

O transportador recebe o vale pedágio antes do início da viagem. O crédito é disponibilizado diretamente na tag vinculada ao veículo. Para que isso funcione sem atritos, é necessário:

  • ter uma tag ativa e com saldo acessível;
  • garantir que a tag está vinculada ao veículo correto no sistema;
  • confirmar com o embarcador a emissão do VPO antes da saída;
  • verificar se o valor cobre o trajeto previsto, incluindo eventuais desvios de rota.

Se o crédito não estiver disponível no momento da passagem, o veículo pode ser impedido de seguir viagem. Por isso, a conferência prévia faz parte da rotina de qualquer operação bem estruturada.

Para o embarcador

O embarcador precisa emitir o VPO antes de liberar a carga para transporte. As etapas básicas são:

  1. Identificar o transportador e o veículo que realizará a entrega;
  2. Traçar a rota e calcular o valor mínimo de pedágio obrigatório;
  3. Emitir o VPO pelo sistema homologado pela ANTT;
  4. Disponibilizar o crédito na tag do transportador antes da saída;
  5. Acompanhar o extrato de passagens para controle e prestação de contas.

Empresas que operam com volume alto de fretes precisam de um sistema que automatize esse processo, da emissão ao controle do extrato, sem depender de procedimentos manuais que aumentam o risco de erro e atraso.

Como gerenciar o vale pedágio em frotas?

A Gestão de Pedágio da Edenred Mobilidade centraliza o controle do vale pedágio e do free flow em uma única plataforma. 

A tag Edenred Mobilidade carrega os principais emissores de VPO do mercado (Repom, NS Pedágio, Ailog, Target Bank, Extratta e PagBem), o que significa que uma única tag atende a diferentes tipos de rotas e concessionárias.

Na prática, a gestão de pedágio fica assim:

  • as tags são solicitadas, vinculadas a veículos e gerenciadas em lote pela plataforma;
  • dashboards e relatórios operacionais e financeiros customizáveis dão visibilidade sobre passagens, saldos e gastos por veículo ou filial;
  • alertas automáticos avisam sobre estoque mínimo de tags e liberação de novos créditos;
  • o sistema se integra a ERPs, IMSs e locadoras, eliminando a necessidade de reconciliação manual;
  • usuários de tag têm acesso a descontos exclusivos, como o DBT (5%) e o desconto progressivo DUF, que não estão disponíveis para quem paga via placa ou boleto.

O resultado se dá em menor retrabalho operacional, maior controle sobre o custo de pedágio por rota e conformidade garantida em relação à Resolução nº 6.024 da ANTT.

Perguntas frequentes sobre vale pedágio

O vale pedágio é obrigatório para todo transporte de carga?

Sim. O vale pedágio obrigatório (VPO) é exigido por lei para operações de transporte rodoviário de cargas contratadas por embarcadores. A Resolução nº 6.024 da ANTT determina que o pagamento seja feito exclusivamente por meios eletrônicos desde janeiro de 2025.

O que acontece se o embarcador não emitir o VPO?

O transportador pode recusar o carregamento sem penalidade contratual. Além disso, o embarcador fica sujeito a sanções previstas na legislação de transporte de cargas, incluindo multas administrativas.

O transportador pode usar a tag de pedágio da própria empresa para receber o VPO?

Sim, desde que a tag seja de um emissor homologado pela ANTT para o vale pedágio obrigatório. A tag Edenred Mobilidade carrega os principais emissores do mercado, o que facilita a operação em diferentes rotas e concessionárias sem necessidade de múltiplos dispositivos.

Como controlar os descontos de free flow no vale pedágio?

Os descontos de free flow, como o DBT (5%) e o DUF progressivo, são aplicados automaticamente para usuários de tag. Na plataforma de Gestão de Pedágio da Edenred Mobilidade, esses descontos são registrados nos extratos e visíveis nos dashboards, permitindo acompanhar a economia real por veículo ou rota.

É possível gerenciar o VPO e o pedágio convencional em uma única plataforma?

Sim. A Gestão de Pedágio da Edenred Mobilidade centraliza tanto o vale pedágio obrigatório quanto o pedágio convencional e o free flow em uma única fatura e plataforma, independente da concessionária ou rodovia.

Gerencie o vale pedágio da sua frota em uma única plataforma

O vale pedágio é uma obrigação legal com impacto direto na rotina de transportadores e embarcadores. Quando o processo não está bem estruturado, ele gera atrasos na liberação de veículos, retrabalho na conciliação de extratos e risco de não conformidade com a ANTT.

Para empresas que operam com frota, a diferença está em tratar o VPO como parte da gestão operacional, com controle centralizado, emissão automatizada e visibilidade sobre os custos por rota.

A Gestão de Pedágio da Edenred Mobilidade oferece exatamente essa estrutura: uma plataforma que unifica vale pedágio, free flow e pedágio convencional em um único ambiente, com a cobertura de 100% das praças do Brasil.

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