InícioGestão de FretePedágio eletrônico e tradicional: entenda as diferenças e escolha o melhor para...

Pedágio eletrônico e tradicional: entenda as diferenças e escolha o melhor para sua frota

A principal diferença entre pedágio eletrônico e tradicional está na forma de cobrança e no impacto operacional. Enquanto o modelo tradicional exige a parada total do veículo em cabines para pagamento manual, gerando filas e desgaste mecânico, o pedágio eletrônico utiliza tecnologias de identificação automática para permitir a passagem sem interrupções, garantindo fluidez, economia de combustível e controle de dados para a gestão.

Quem gerencia uma operação logística conhece bem a cena: o caminhão carregado se aproxima da praça de pedágio, o motorista reduz a marcha, para totalmente o veículo, procura o dinheiro contado ou o cartão, aguarda o troco e o recibo, e só então arranca novamente com as 30 ou 40 toneladas de carga.

Multiplique essa cena por dezenas de praças em uma única viagem e por toda a sua frota. O resultado é um gargalo invisível que consome tempo, diesel e paciência.

Embora o pagamento manual ainda seja uma realidade nas estradas brasileiras, a migração para o modelo automático deixou de ser uma “vantagem” para se tornar uma necessidade de sobrevivência financeira. Mas, na ponta do lápis, qual é o tamanho real dessa diferença?

Neste artigo, vamos colocar o pedágio eletrônico e tradicional lado a lado, analisar os custos ocultos de cada um e ajudar você a decidir qual estratégia traz mais retorno para sua empresa.

Pedágio tradicional: como funciona e quais os gargalos?

O modelo tradicional é aquele que conhecemos há décadas: barreiras físicas com cancelas manuais, onde a transação depende da interação humana. O pagamento é feito via numerário (dinheiro vivo), cartão de débito ou cheque (em casos raros e antigos).

Por que ele é ineficiente para frotas?

Embora funcione bem para o motorista de passeio que viaja apenas nas férias, para o transporte de carga ele apresenta três grandes problemas:

  1. O custo do “anda e para”: cada frenagem total e retomada de velocidade desgasta prematuramente o sistema de freios, embreagem e pneus. Além disso, tirar um caminhão pesado da inércia (0 km/h) consome muito mais combustível do que mantê-lo em movimento constante.
  2. Gestão de recibos: o controle financeiro depende de pequenos papéis térmicos que o motorista precisa guardar. Esses recibos frequentemente se perdem, apagam ou chegam amassados, tornando a conciliação fiscal um pesadelo para o administrativo.
  3. Risco de segurança: obrigar o motorista a viajar com grandes quantias de dinheiro vivo para pagar pedágios em rotas longas aumenta exponencialmente o risco de assaltos e desvios de valores.
Solução de pedágio para frota é com a Edenred Mobilidade!

O que é um pedágio eletrônico? (a evolução)

O pedágio eletrônico elimina a fricção do pagamento. Ele transfere a transação da “mão do motorista” para um sistema de dados.

Hoje, ele opera de duas formas principais no Brasil:

  • Pistas automáticas (AVI): o veículo utiliza uma Tag (adesivo com chip) no para-brisa. Ao passar pela faixa exclusiva (geralmente a 40 km/h), uma antena lê a Tag e a cancela abre automaticamente.
  • Free Flow (Fluxo Livre): a evolução máxima. Não existem praças nem cancelas. Pórticos com câmeras e sensores leem a Tag ou a placa do veículo em velocidade normal da rodovia (80 ou 100 km/h), sem necessidade de reduzir.

A grande vantagem aqui não é apenas “não parar”, mas sim a captura de dados. O gestor sabe exatamente onde o veículo passou, o horário e o valor cobrado, tudo em tempo real.

Comparativo: Pedágio eletrônico vs. Tradicional na ponta do lápis

Para o gestor que precisa justificar o investimento na automação, aqui está o comparativo de TCO (Custo Total de Propriedade):

CritérioPedágio TradicionalPedágio Eletrônico
Tempo de ViagemAlto. Sujeito a filas imprevisíveis em horários de pico.Baixo. Passagem direta, ganhando minutos preciosos em cada praça.
Consumo de DieselMaior. O arranque constante pós-pedágio eleva o consumo.Menor. A manutenção da energia cinética do veículo economiza combustível.
ManutençãoMaior desgaste de freios, pneus e transmissão.Menor desgaste, preservando a vida útil das peças.
Controle FinanceiroManual. Depende de conferência de recibos e “troco”.Digital. Relatórios automáticos e fatura centralizada.
Risco de RouboAlto (Dinheiro em espécie na cabine).Nulo (Transação digital).

Quais são os tipos de pedágio e tags disponíveis?

Ao optar pelo modelo eletrônico, é importante entender que nem toda cobrança é igual. No Brasil, temos diferentes sistemas operando simultaneamente:

Tipos de cobrança nas rodovias

  1. Sistema Aberto: é o mais comum. Você paga um valor fixo a cada praça de pedágio pela qual passa.
  2. Sistema Fechado (Ponto a Ponto): o motorista retira um ticket (ou registra a entrada via Tag) ao entrar na rodovia e paga na saída, proporcionalmente à quilometragem rodada.
  3. Free Flow: cobrança por trecho percorrido através de pórticos, sem barreiras físicas.

Tipos de Tag para Frotas

  • Tag Pré-paga: a empresa carrega um saldo antecipado. Ideal para controle rígido de orçamento.
  • Tag Pós-paga: o uso é livre e o pagamento ocorre via fatura mensal. Melhora o fluxo de caixa, mas exige monitoramento para evitar abusos.
  • Tag Vale-Pedágio: vinculada obrigatoriamente à operação de transporte de carga (explicaremos a seguir).

O que é vale-pedágio eletrônico e sua importância legal

Aqui reside a maior confusão do mercado. Muitos gestores acham que “Pedágio Eletrônico” e “Vale-Pedágio” são a mesma coisa, ou que basta dar uma Tag pós-paga para o motorista agregado e descontar do frete. Cuidado: isso é ilegal.

A Lei nº 10.209/2001 instituiu o Vale-Pedágio Obrigatório para o transporte rodoviário de cargas. Ela determina que:

  1. O pagamento do pedágio é responsabilidade do embarcador (dono da carga ou contratante do serviço).
  2. O valor deve ser fornecido antecipadamente e separado do valor do frete.
  3. É proibido pagar em espécie (dinheiro). O pagamento deve ser feito por meio eletrônico homologado pela ANTT.

Portanto, para frotas terceirizadas ou autônomas, o Vale-Pedágio Eletrônico não é uma opção, é uma obrigação. Ele utiliza a tecnologia da Tag para abrir a cancela, mas juridicamente o crédito está vinculado ao documento da viagem (CIOT), garantindo que a empresa cumpra a lei e evite multas pesadas.

Gestão eficiente com a Edenred

A decisão entre pedágio eletrônico e tradicional já foi tomada pelo mercado: o eletrônico vence em eficiência, custo e segurança. O desafio agora é gerenciar essa tecnologia.

Como controlar dezenas de Tags, garantir que o Vale-Pedágio seja pago corretamente e auditar se o motorista não desviou da rota?

A Edenred Gestão de Pedágio é a resposta para essa complexidade. Mais do que uma fornecedora de meios de pagamento, ela é uma plataforma de inteligência logística que oferece:

  • Centralização: gestão de múltiplas Tags e operadoras em um único sistema.
  • Compliance Automático: emissão integrada de Vale-Pedágio e CIOT, blindando sua empresa contra passivos legais.
  • Auditoria de Rota: o sistema cruza o valor planejado com o realizado, permitindo identificar desvios ou uso indevido do saldo.

Mais perguntas sobre o pedágio eletrônico e tradicional

O que é um pedágio eletrônico?

É um sistema de cobrança de tarifas rodoviárias que utiliza tecnologia de identificação automática (como Tags RFID ou leitura de placas OCR) para permitir o pagamento sem que o veículo precise parar e realizar uma transação manual com dinheiro.

Tipos de pedágio?

Os principais são: Convencional (com cabines manuais), Automático (pistas exclusivas com cancelas para quem tem Tag) e Free Flow (pórticos de passagem livre sem cancelas, com cobrança digital).

O que é vale-pedágio eletrônico?

É o modelo de pagamento obrigatório para o transporte de cargas no Brasil. Ele garante que o embarcador antecipe o valor do pedágio ao transportador através de um cartão ou Tag homologada, desvinculando esse custo do valor do frete.

Quais são os tipos de tag?

As Tags podem ser Pré-pagas (carregadas antes do uso), Pós-pagas (pagamento via fatura mensal) ou Vouchers (vinculadas a uma viagem específica de Vale-Pedágio).

Insistir no pedágio tradicional em uma operação de frotas é como tentar enviar um fax na era do e-mail: funciona, mas é lento, caro e obsoleto.

A migração para o pedágio eletrônico é o passo fundamental para reduzir o Custo Total de Propriedade (TCO) da sua frota, economizando diesel, tempo e reduzindo riscos. Mas lembre-se: a tecnologia precisa vir acompanhada de gestão e compliance.

Pare de perder dinheiro nas filas. Conheça a Edenred Gestão de Pedágio e modernize sua operação com segurança jurídica e eficiência.

Para mais conteúdos e dicas sobre pedágio e gestão de frete, continue explorando os artigos disponíveis no Blog da Edenred Mobilidade

Leia também:

Artigos Relacionados

Mais populares