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Cronograma da reforma tributária: entenda as fases e o que muda em 2026 para a sua empresa

O cronograma da reforma tributária no Brasil prevê um período de transição que vai de 2025 a 2033. Neste ano de 2026, inicia-se a fase prática com a cobrança de uma alíquota mínima no início da fase de teste sendo para CBS 0,9% e IBS UR de 0,1% . Esse valor não é um aumento de carga tributária imediato, pois poderá ser compensado com os tributos atuais. O objetivo dessa transição gradual é testar os sistemas e permitir que as empresas e contabilidades se adaptem antes da substituição definitiva dos antigos impostos.

Por muito tempo, a Reforma Tributária parecia apenas um assunto distante, debatido em jornais e gabinetes em Brasília, sem data para chegar ao balcão da sua empresa. Mas o calendário andou, e nós chegamos a 2026: o ano em que a teoria acaba e a prática começa de verdade.

Para o pequeno empresário, que já vive uma rotina corrida vendendo, atendendo clientes e pagando contas, ouvir falar em novas siglas de impostos costuma gerar um frio na barriga. O medo de pagar mais tributos, de errar na emissão de notas fiscais ou de afundar em mais burocracia é real e compreensível. O Brasil sempre teve um dos sistemas tributários mais complexos do mundo.

A boa notícia é que o objetivo central da reforma é justamente simplificar. A má notícia é que, até chegarmos à simplificação total, passaremos por um período de transição.

Neste artigo, vamos atuar como o “tradutor” da sua contabilidade. Sem usar jargões complicados, vamos explicar exatamente como funciona o cronograma da reforma tributária, o que muda na sua empresa ainda este ano.

Quando começa a entrar em vigor a Reforma Tributária?

Diferente de outras leis que mudam da noite para o dia, a Reforma Tributária do consumo não vira a chave de uma vez só. O governo dividiu a implementação em um cronograma longo, que começou nas votações do Congresso e se estenderá de forma prática entre 2026 e 2033.

O grande objetivo de todas essas fases é pegar cinco impostos antigos, cheios de regras e exceções, e transformá-los em um sistema muito mais simples, conhecido como IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado).

Na prática, a mudança será a seguinte:

  • Impostos que vão deixar de existir aos poucos: PIS, COFINS e IPI (tributos federais), ICMS (tributo estadual) e ISS (tributo municipal).
  • Impostos que vão nascer: * CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): Substitui o PIS, COFINS e IPI. Ficará com o Governo Federal.
    • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): Substitui o ICMS e o ISS. Ficará com Estados e Municípios.
    • IS (Imposto Seletivo): Apelidado de “imposto do pecado”, vai incidir apenas sobre produtos que fazem mal à saúde ou ao meio ambiente (como cigarros e bebidas alcoólicas).

Como seria um caos desligar um sistema e ligar outro no mesmo dia, o cronograma prevê que os impostos velhos e os impostos novos vão conviver juntos por alguns anos.

O que entra em vigor em 2026 da Reforma Tributária? (O ano do teste)

Chegamos ao ponto que mais impacta o seu caixa hoje. O ano de 2026 é o marco inicial da transição prática. É agora que as novas siglas começam a aparecer nas notas fiscais.

Mas calma: você não vai pagar os impostos antigos integrais mais os impostos novos integrais. 2026 é considerado o ano de teste (ou ano-teste) do novo sistema de arrecadação.

Como vai funcionar a alíquota de teste em 2026: Neste ano, começa a ser cobrada uma alíquota total de 1% referente aos novos impostos, dividida da seguinte forma:

  • 0,9% para a CBS (Federal).
  • 0,1% para o IBS (Estadual/Municipal).

Isso significa que minha empresa vai pagar 1% a mais de imposto? Não. Para evitar o aumento da carga tributária durante o teste, a lei permite a compensação. O valor que a sua empresa pagar referente a esse 1% de CBS e IBS poderá ser abatido do valor que você já paga de PIS e COFINS.

O objetivo do governo neste ano não é arrecadar mais dinheiro com a reforma, mas sim testar os sistemas da Receita Federal e dos Estados para ver se a tecnologia de cobrança aguenta o volume de notas fiscais do país sem travar. 

É um aquecimento para os próximos anos, quando as alíquotas da CBS e do IBS vão subir progressivamente, enquanto as do PIS, COFINS, ICMS e ISS vão cair até desaparecerem por completo em 2033.

Quais são as atualizações da Reforma Tributária que ficaram em 2024 e 2025?

Se você acompanhou o noticiário nos últimos dois anos e ficou confuso, é normal. Os anos de 2024 e 2025 foram dedicados à teoria e à regulamentação.

Foi nesse período que o Congresso Nacional debateu as chamadas Leis Complementares (como o PLP 68/2024). Enquanto a emenda constitucional desenhou o “esqueleto” da reforma, foram as leis de 2024 e 2025 que definiram a “carne”:

  • Quais alimentos entrariam na Cesta Básica Nacional (com imposto zero).
  • Como funcionaria o Cashback (devolução de impostos para famílias de baixa renda).
  • Quais setores teriam descontos na alíquota (como saúde, educação e transportes).
  • A estruturação do Comitê Gestor do IBS.

Ou seja, 2024 e 2025 foram os anos de escrever as regras. Agora, em 2026, estamos com a bola rolando em campo.

O desafio do “Sistema Duplo”: o impacto no dia a dia do pequeno empresário

Com o início do cronograma da reforma tributária em 2026, o pequeno empresário se depara com um grande desafio operacional: o Sistema Duplo.

Até 2032, a sua empresa e a sua contabilidade terão que conviver com duas lógicas tributárias rodando ao mesmo tempo. Você precisará prestar contas sobre o ICMS/ISS/PIS/COFINS (que estarão diminuindo) e sobre o IBS/CBS (que estarão aumentando).

Se o seu controle financeiro hoje é feito em cadernos, planilhas desatualizadas ou guardando recibos de papel em gavetas, a sua empresa está em risco.

Neste período de transição, o seu contador precisará de informações exatas e em tempo real para calcular os créditos tributários e garantir que você não pague imposto em duplicidade.

  • Onde foi o abastecimento do veículo da empresa?
  • Quanto foi gasto em peças e manutenção da frota?
  • Existem notas fiscais para todas essas despesas operacionais?

Se você entrega uma “caixa de sapatos” cheia de notinhas apagadas para a contabilidade no fim do mês, o trabalho de conciliação — que já será difícil por causa da reforma — se tornará um pesadelo. E o custo desse pesadelo (multas, pagamentos indevidos e horas extras da contabilidade) vai sair do seu bolso.

Simplifica Fiscal+ da Ticket Log: Como blindar sua gestão na transição tributária 

O segredo para passar pelo cronograma da reforma tributária sem dores de cabeça não é você virar um especialista em impostos, mas sim garantir que os documentos fiscais da sua operação cheguem organizados e validados para o seu contador.

É exatamente isso que o Simplifica Fiscal+ da Ticket Log Edenred faz pelas empresas que possuem frotas operacionais.

O Simplifica Fiscal+ não é um simples baixador de arquivos. Ele automatiza os processos manuais proporcionando máxima eficiência e confiança para sua gestão fiscal.

Como o Simplifica Fiscal+ salva o seu tempo (e protege o caixa da sua empresa):

  • Fim da “caixa de sapatos” (captura automática): com o aumento drástico na emissão de notas previsto para maio de 2026, a captura tradicional se torna inviável. O Simplifica garante que as notas estejam disponíveis mais rápido, acelerando a escrituração e evitando a perda de crédito fiscal.
  • Conciliação e validação automática: o sistema garante que cada litro abastecido seja comprovado com dados validados na NF, assegurando conformidade fiscal. Ele cruza as informações e valida dados cruciais da estrutura do XML, como o CNPJ do destinatário e do emissor, e o tipo de combustível. Mais segurança, menos risco de autuação.
  • Dados precisos para o contador (integração): com as novas regras, o controle de quais insumos geram crédito tributário será fundamental. O Simplifica entrega integração com ERP para garantir agilidade e redução de erros. Você pode exportar dados através de um layout de arquivo personalizado em Excel ou TXT , ou utilizar a integração completa e automática via API em tempo real, sem necessidade de input manual.
  • Visão do todo e recuperação de dinheiro: através de uma plataforma simples e intuitiva , você acompanha online e em tempo real as notas recebidas. Além disso, há a possibilidade de agrupar a recolha de NFs por CNPJs distintos , o que facilita muito a vida do RH e da Contabilidade na hora de recuperar os seus créditos de ICMS, PIS e COFINS.
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Mais perguntas sobre o cronograma da reforma tributária

Quando começa a entrar em vigor a Reforma Tributária?

A transição prática começa oficialmente em 2026, com a fase de testes dos novos impostos. O período de transição se estende gradualmente ao longo dos anos, com a substituição total dos impostos antigos prevista para ser concluída apenas em 2033.

Quais são as fases da Reforma Tributária?

As fases principais incluem: o ano de teste com 1% de alíquota (2026); o início da redução gradual de PIS/COFINS e a entrada da alíquota de referência da CBS (2027); a transição progressiva do ICMS/ISS para o IBS (2029 a 2032); e a vigência integral exclusiva do novo sistema IVA Dual a partir de 2033.

O que entra em vigor em 2026 da Reforma Tributária?

Em 2026, entra em vigor a alíquota de teste de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS). Esse valor será cobrado nas operações, mas as empresas poderão compensá-lo (abatê-lo) no pagamento do PIS e da COFINS, garantindo que não haja aumento real da carga tributária neste primeiro momento de adaptação dos sistemas.

Quais são as atualizações da Reforma Tributária para 2026?

Os anos de 2024 e 2025 foram focados na aprovação das Leis Complementares no Congresso Nacional, que definiram os detalhes técnicos do sistema, como os itens da Cesta Básica com imposto zero, as regras de devolução de impostos (cashback) e o funcionamento do Comitê Gestor.

A Reforma Tributária não é mais uma promessa; ela é a nova realidade do ambiente de negócios brasileiro. Com o início do cronograma da reforma tributária em 2026, o pequeno empresário ganha uma responsabilidade a mais: manter a disciplina financeira afiada para não se perder no meio de dois sistemas de impostos rodando ao mesmo tempo.

A transição exigirá paciência, mas não precisa exigir trabalho braçal. A tecnologia existe para automatizar aquilo que tira o seu foco do crescimento da empresa. Quanto mais organizado estiver o seu controle de despesas operacionais, mais fácil será a vida da sua contabilidade e mais seguro estará o seu caixa.

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