A frota de carros elétricos e híbridos no Brasil ultrapassou 613 mil veículos ao final de 2025 — um salto de quase 64% em relação ao ano anterior. Em 2026, o ritmo não desacelera: nos dois primeiros meses, as vendas de eletrificados crescem 65,5% na comparação anual.
O que parecia uma tendência de nicho se consolidou como o segmento mais dinâmico da indústria automotiva brasileira.
Neste artigo, você confere o panorama atualizado da frota de carros elétricos no Brasil, os fatores que impulsionam o crescimento, os desafios que permanecem e como as empresas podem se posicionar nessa transição, inclusive aquelas que ainda não podem eletrificar toda a frota.
O cenário atual da frota de carros elétricos no Brasil
Os números contam a história. Segundo levantamento da NeoCharge com base em dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o Brasil encerrou 2025 com 613.389 veículos eletrificados em circulação. Em dezembro de 2024, essa frota era de 374.333 — o que representa um crescimento de 63,86% em doze meses.
Do total em circulação, os híbridos representam 57% e os modelos 100% elétricos, 43%. A BYD lidera o ranking de fabricantes com 203.651 veículos, seguida por Toyota e GWM. O estado de São Paulo concentra a maior frota do país, com 196.344 unidades — sendo 86.681 apenas na capital.
Em termos de vendas, 2025 foi o melhor ano da história: 223.912 veículos eletrificados emplacados, segundo a ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico). O volume consolida uma trajetória de crescimento exponencial que começou a ganhar força em 2022 com a chegada das montadoras chinesas ao mercado brasileiro.
2026 confirma a aceleração
Os dados do primeiro bimestre de 2026 reforçam que a eletrificação veio para ficar. Segundo a Anfavea, foram vendidos 55.961 veículos eletrificados em janeiro e fevereiro — um crescimento de 65,5% em relação ao mesmo período de 2025.
Apenas em fevereiro, os emplacamentos chegaram a 28.120 unidades, com uma participação de 15,9% nas vendas totais de veículos leves. Para comparação, essa fatia era de apenas 7% em fevereiro do ano anterior.
Outro dado relevante: 43% dos eletrificados vendidos em fevereiro de 2026 foram produzidos no Brasil, o que indica que a produção nacional está ganhando escala. Se o ritmo atual se mantiver, o mercado pode se aproximar da marca de 300 mil veículos vendidos no ano, segundo projeções da ABVE.
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, destacou que os eletrificados já ultrapassam 28 mil emplacamentos mensais — um patamar robusto tanto em volume quanto em ritmo de crescimento.
O que impulsiona o crescimento?
O avanço da frota de carros elétricos no Brasil é resultado de uma combinação de fatores. A entrada de montadoras chinesas, com destaque para a BYD (que já produz em Camaçari, na Bahia), ampliou a oferta de modelos a preços mais acessíveis. A economia de combustível também pesa na decisão: um carro elétrico pode gerar economia de até R$ 9.900 por ano no abastecimento em comparação a um veículo a combustão.
Somam-se a isso a isenção de rodízio para veículos elétricos e híbridos em São Paulo, o avanço da infraestrutura de recarga e a pressão crescente por metas ESG nas corporações.
A regulamentação europeia (CSRD) também impacta empresas brasileiras com atuação no exterior, acelerando a busca por frotas mais sustentáveis. O Salão do Automóvel de São Paulo, em 2025, consolidou a presença massiva de modelos eletrificados em praticamente todos os estandes.
Desafios que o mercado lida
Apesar dos avanços, a eletrificação no Brasil ainda encontra obstáculos. O preço de aquisição dos veículos elétricos continua mais alto do que o dos modelos a combustão, mesmo com a queda recente impulsionada pela competição entre montadoras.
A infraestrutura de recarga está concentrada nos grandes centros e nas principais rodovias, deixando regiões do interior com pouca cobertura.
Até a data de hoje, dia 1 de junho, o Brasil também não oferece incentivos federais diretos para a compra de elétricos, diferente de países como China, Estados Unidos e vários países da Europa. Além disso, há uma necessidade crescente de capacitar oficinas e profissionais para a manutenção desses veículos, que exigem conhecimento técnico específico.
Sustentabilidade corporativa e a transição para frotas de baixo carbono
Para empresas que ainda não podem eletrificar toda a frota, a descarbonização começa antes da troca de veículos. Mensurar as emissões, reduzir o consumo de combustíveis fósseis e compensar o que não pode ser evitado são passos concretos que qualquer operação pode dar agora.
É exatamente isso que propõe o Move for Good, a jornada de descarbonização da Edenred Mobilidade. Estruturado em três pilares — Mensurar & Reduzir, Compensar & Preservar e Conscientizar —, o programa já gerenciou mais de 89 milhões de litros de combustível e neutralizou mais de 165 mil toneladas de CO₂eq.
Para dimensionar: seria como plantar 2,7 milhões de árvores ao longo de uma década para atingir o mesmo nível de sequestro de carbono.
O cálculo das emissões segue a metodologia internacional do GHG Protocol, com certificado anual emitido por auditoria independente. Para empresas que já estão eletrificando, a Edenred Mobilidade oferece gestão integrada de custos de energia e manutenção dos novos veículos.
Em ambos os cenários, o Move for Good transforma a mobilidade em um ativo estratégico de sustentabilidade, alinhando performance operacional e responsabilidade ambiental.
Perguntas frequentes sobre a frota de carros elétricos no Brasil
Quantos carros elétricos existem no Brasil?
No fim de 2025, a frota de veículos eletrificados (elétricos e híbridos) no Brasil chegou a 613.389 unidades, segundo dados da Senatran compilados pela NeoCharge. Desse total, 57% são híbridos e 43% são 100% elétricos.
Quanto cresceu a frota circulante de veículos eletrificados no Brasil em 2025?
A frota cresceu 63,86% em relação a dezembro de 2024. Em vendas, 2025 registrou recorde histórico com 223.912 veículos eletrificados emplacados, segundo a ABVE.
Qual a participação de mercado dos carros elétricos no Brasil em 2026?
Nos primeiros meses de 2026, os eletrificados representam entre 14% e 16% das vendas de veículos leves, segundo dados da Anfavea. Em fevereiro de 2025, essa participação era de apenas 7%.
Quais são os desafios para a eletrificação de frotas no Brasil?
Os principais desafios incluem o preço de aquisição ainda elevado, a infraestrutura de recarga concentrada em grandes centros, a ausência de incentivos federais diretos para compra e a necessidade de capacitação técnica para manutenção dos veículos elétricos.
A frota de carros elétricos no Brasil está em plena aceleração. Para empresas e gestores que querem acompanhar essa transição — seja eletrificando veículos ou começando pela compensação de emissões — o momento de agir é agora.
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