Os relatórios de sustentabilidade é um documento periódico publicado por empresas para comunicar aos stakeholders (investidores, clientes e sociedade) o desempenho e os impactos de suas atividades nas dimensões ambiental, social e de governança (ESG), garantindo transparência e prestação de contas.
A sustentabilidade corporativa deixou de ser um capítulo anexo nos relatórios anuais para se tornar o protagonista da estratégia de negócios. Em um cenário onde investidores, consumidores e a imprensa cobram transparência radical, os relatórios de sustentabilidade se consolida como a principal ferramenta de prestação de contas e construção de reputação.
Para diretores e líderes, este documento não é apenas uma peça de comunicação; é um ativo de gestão de risco e atração de capital. Para jornalistas e analistas de mercado, é a fonte primária de verdade sobre o compromisso real de uma organização com o futuro.
Neste guia, desmistificamos a construção deste documento, exploraremos seus pilares fundamentais e mostraremos como transformar dados operacionais — como os da sua frota — em indicadores auditáveis de impacto positivo.
O que são relatórios de sustentabilidade e por que ele é vital?
Antes de nos aprofundarmos na estrutura, é crucial estabelecer uma definição técnica e abrangente, alinhada às expectativas do mercado global.
Os relatórios de sustentabilidade é um documento periódico publicado por empresas para comunicar aos seus stakeholders (investidores, clientes, colaboradores e sociedade) o desempenho e os impactos de suas atividades nas dimensões ambiental, social, econômica e de governança.
O objetivo é garantir transparência sobre os riscos e oportunidades não financeiras do negócio.
Mais do que compliance, uma ferramenta de valor
Por que sua empresa deve investir tempo e recursos nisso?
- Atração de Investimentos (Valuation): fundos de investimento globais priorizam empresas com boas classificações ESG (Environmental, Social and Governance). Um relatório robusto, baseado em normas como a GRI (Global Reporting Initiative), sinaliza menor risco a longo prazo.
- Reputação e Imprensa: em tempos de greenwashing (falsa propaganda ecológica), a mídia busca dados concretos. O relatório oferece a jornalistas números auditados sobre emissões, diversidade e ética, blindando a marca contra crises de imagem.
- Vantagem Competitiva: grandes corporações exigem que seus fornecedores também sejam sustentáveis. Ter um relatório claro pode ser o fator decisivo em uma concorrência B2B.

Os pilares da sustentabilidade: ESG e a visão 360º
Embora o termo “ESG” seja o mais comum no mercado financeiro, a construção de um relatório de sustentabilidade sólido se baseia frequentemente em quatro pilares interconectados. Entenda como cada um deve ser abordado:
1. Ambiental (Environmental)
Este é, muitas vezes, o pilar mais cobrado pela opinião pública. Ele mensura como a empresa utiliza recursos naturais.
- O que reportar: Emissões de gases de efeito estufa (Escopos 1, 2 e 3), gestão de resíduos, eficiência energética e uso da água.
- Desafio: Obter dados precisos sobre a queima de combustíveis fósseis na logística e mobilidade.
2. Social (Social)
Foca no capital humano e no relacionamento com a comunidade.
- O que reportar: Taxas de diversidade e inclusão, segurança do trabalho, satisfação dos colaboradores, direitos humanos na cadeia de fornecedores e projetos de impacto comunitário.
3. Governança (Governance)
É a espinha dorsal que garante a ética da empresa. Sem governança, os outros pilares perdem credibilidade.
- O que reportar: Estrutura do conselho, políticas anticorrupção, transparência fiscal, gestão de riscos e conduta ética.
4. Econômico
Muitas vezes esquecida nas discussões puramente ecológicas, a sustentabilidade econômica é vital. Uma empresa que não gera lucro não consegue manter seus projetos sociais ou ambientais de pé.
- O que reportar: Desempenho financeiro, geração de valor direto e indireto, e investimentos em inovação sustentável.
Como fazer relatórios de sustentabilidade: passo a passo
Estruturar um relatório do zero pode parecer uma tarefa hercúlea. Para simplificar, dividimos o processo em etapas estratégicas que garantem relevância e veracidade.
1. Defina a Matriz de Materialidade
Não tente abraçar o mundo. A matriz de materialidade define quais temas são realmente relevantes para o seu negócio e para seus stakeholders. Para uma empresa de tecnologia, o uso de dados (privacidade) é material; para uma transportadora, as emissões de carbono são a prioridade.
- Ação: Realize pesquisas com clientes, investidores e funcionários para cruzar interesses.
2. Escolha o Framework de Relato
Para que os dados sejam comparáveis, use padrões internacionais.
- GRI (Global Reporting Initiative): O padrão mais utilizado no mundo, focado em impacto multissetorial.
- SASB (Sustainability Accounting Standards Board): Mais focado em investidores e riscos financeiros por setor.
- ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável): Vincule suas metas aos 17 objetivos da ONU.
3. Coleta e Gestão de Dados (O grande gargalo)
Aqui reside a maior dificuldade dos diretores. Como garantir que o número de litros de combustível consumidos pela frota, informado no relatório, é real? A coleta manual (planilhas) é propensa a erros e questionamentos de auditoria.
- Solução: Automatize a captura de dados na fonte através de parceiros tecnológicos.
4. Auditoria e Publicação
A “asseguração externa” (auditoria feita por uma terceira parte) não é obrigatória para todas as empresas, mas confere um selo de confiança inestimável ao documento. Após auditado, publique em uma página dedicada de Relações com Investidores (RI) ou ESG.
O desafio do “E” (Ambiental): mensurando a pegada de carbono da mobilidade
Dentro do pilar Ambiental, a gestão de frotas e mobilidade corporativa representa um dos maiores desafios de mensuração.
Os veículos da empresa entram no Escopo 1 (emissões diretas), enquanto deslocamentos de funcionários em carros próprios ou táxis podem entrar no Escopo 3 (emissões indiretas). Calcular isso manualmente exige converter cada litro de gasolina, etanol ou diesel em toneladas de CO₂ equivalente.
Sem ferramentas de precisão, as empresas acabam publicando estimativas genéricas, o que empobrece o relatório e expõe a marca ao risco de greenwashing. É necessário transformar o abastecimento diário em dado de inteligência climática.
Move for Good: transformando mobilidade em dados de sustentabilidade
Para apoiar diretores e gestores na missão de criar relatórios precisos e auditáveis, a Edenred desenvolveu o Move for Good.
Este programa global de sustentabilidade transforma a gestão de abastecimento e mobilidade em uma poderosa ferramenta ESG, atuando em quatro frentes essenciais:
- Mensurar (Measure): Através da inteligência de dados da Edenred, calculamos automaticamente as emissões de gases de efeito estufa da sua frota com base no consumo real.
- Reduzir (Reduce): Incentivamos a transição energética, estimulando o uso de etanol e a troca por veículos mais eficientes.
- Compensar (Offset): Para as emissões que não podem ser evitadas, a Edenred oferece a compensação via créditos de carbono em projetos certificados de preservação florestal ou energia limpa.
- Certificar: O ponto-chave para o seu relatório. A empresa recebe certificados oficiais que comprovam a compensação e a neutralização do carbono.
Ao integrar o Move for Good, você não apenas age em prol do planeta, mas obtém dados estruturados e certificados prontos para serem inseridos no capítulo ambiental do seu relatório de sustentabilidade.
Perguntas frequentes sobre relatórios ESG
Dúvidas comuns que surgem nas mesas de diretoria e redações.
Quais são os 4 pilares da sustentabilidade?
Geralmente, consideram-se os pilares Ambiental, Social, Governança (ESG) e Econômico. Alguns teóricos adicionam o pilar cultural, dependendo do contexto da organização.
Como fazer relatórios de sustentabilidade?
Comece pela materialidade (o que importa), defina metas claras, colete dados confiáveis usando tecnologia, siga padrões internacionais (como GRI) e busque, se possível, auditoria externa antes de publicar.
Qual a diferença entre relatório anual e relatório de sustentabilidade?
O relatório anual tradicional foca nos resultados financeiros e operacionais para acionistas. O relatório de sustentabilidade foca nos impactos não financeiros (ESG). A tendência atual é o Relato Integrado, que une ambos em um único documento estratégico.
O relatório de sustentabilidade é o reflexo da maturidade de uma empresa. Ele demonstra que a organização não apenas entende seu papel na sociedade, mas que possui processos de gestão sofisticados o suficiente para medir e mitigar seus impactos.
Para diretores que buscam excelência, o caminho é claro: transparência exige dados, não promessas.
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