Mobilidade como Serviço (ou MaaS – Mobility as a Service) é um conceito que integra diferentes modos de transporte (público, privado, compartilhado e ativo) em uma única interface acessível. Para o mundo corporativo e RH, significa migrar do modelo rígido de “posse” ou “vale-transporte fixo” para um modelo de “acesso”, onde o colaborador tem flexibilidade para escolher como ir ao trabalho — seja de metrô, carro por aplicativo, bicicleta ou carona — utilizando um único saldo ou benefício.
Vivemos um momento decisivo na cultura corporativa. Se os anos de 2020 a 2023 foram marcados pela adaptação forçada ao remoto e 2024/2025 pela consolidação do modelo híbrido, o horizonte de 2026 aponta para uma nova era: a da fluidez e da personalização extrema.
Nesse cenário, a forma como os colaboradores se deslocam para o escritório — ou para visitar clientes — deixou de ser uma questão meramente logística ou uma obrigação legal de fornecer Vale-Transporte. Tornou-se um pilar central da experiência do colaborador (Employee Experience) e da estratégia de sustentabilidade das empresas.
É aqui que o conceito de Mobilidade como Serviço (ou MaaS – Mobility as a Service) ganha força total. Ele representa o fim da era da “posse” (ter um carro da empresa ou um passe fixo) e o início da era do “acesso”.
Para o profissional de Recursos Humanos, entender essa mudança não é apenas sobre modernizar benefícios; é sobre garantir a atração de talentos em um mercado que não aceita mais rigidez. O colaborador de 2026 não quer ficar preso a um único modal de transporte; ele quer a liberdade de escolher a opção mais rápida, barata ou ecológica para aquele dia específico.

Neste artigo, vamos desmistificar o MaaS, explorar como ele transforma a gestão de benefícios e detalhar as 5 tendências que ditarão as regras da mobilidade corporativa nos próximos anos.
Índice
- O que é Mobilidade como Serviço (MaaS) na prática?
- Os 3 Pilares do MaaS
- O novo papel do RH: de distribuidor de VT a gestor de mobilidade
- O Fim do “Café com Leite”
- 5 Tendências de mobilidade como serviço para 2026
- 1. Hiperpersonalização do deslocamento
- 2. ESG e a Pegada de Carbono Individual
- 3. O fim da barreira “Transporte Público x Privado”
- 4. Micro Mobilidade corporativa como protagonista
- 5. Data-Driven HR: Decisões baseadas em mobilidade
- Modelo Tradicional vs. Modelo MaaS
- Como a Edenred prepara sua empresa para o futuro da mobilidade?
- Mais sobre como mobilidade serviço
- O que é um serviço de mobilidade?
- O que é mobilidade no serviço?
- O que é considerado mobilidade?
- O que significa mobilidade em uma empresa
O que é Mobilidade como Serviço (MaaS) na prática?
Para muitos, o termo ainda soa futurista ou técnico demais. Mas, na prática, a mobilidade como serviço já faz parte da vida urbana.
O conceito de MaaS propõe a mudança de paradigma do transporte pessoal. Em vez de o indivíduo possuir um meio de transporte (um carro na garagem) ou depender de um único bilhete (o cartão do ônibus), ele passa a consumir a mobilidade como um serviço sob demanda, geralmente integrado por tecnologia.
Os 3 Pilares do MaaS
Para que a mobilidade seja realmente considerada “como serviço”, ela precisa se apoiar em três bases:
- Integração Multimodal: A capacidade de combinar diferentes formas de ir e vir. O usuário pode começar o trajeto com uma bicicleta compartilhada até a estação, pegar o metrô e finalizar o percurso com um carro por aplicativo.
- Plataforma Digital: Tudo isso precisa ser gerido na palma da mão. O planejamento da rota, a reserva do veículo e o acompanhamento do trajeto acontecem via aplicativo.
- Pagamento Unificado: Este é o ponto crucial para as empresas. O usuário não precisa ter três cartões diferentes ou dinheiro vivo. Ele utiliza um único saldo, uma única conta ou assinatura para pagar a bicicleta, o metrô e o táxi.
Quando trazemos isso para o universo corporativo, mobilidade como serviço significa oferecer ao colaborador um “orçamento de mobilidade” ou um cartão flexível, permitindo que ele decida como gastar esse recurso para chegar ao trabalho, em vez de entregar apenas o crédito rígido no cartão de transporte público.
O novo papel do RH: de distribuidor de VT a gestor de mobilidade
Durante décadas, a função do RH na mobilidade limitou-se a cumprir a lei: recolher os dados de endereço do funcionário, calcular a rota e carregar o cartão de Vale-Transporte. Era uma tarefa operacional, burocrática e engessada.
Porém, o modelo de trabalho híbrido implodiu essa lógica.
- O que fazer com o funcionário que vai ao escritório apenas duas vezes na semana?
- Como gerenciar o reembolso de quem prefere ir de carro próprio em dias de chuva?
- Como controlar os vouchers de táxi corporativo que ficam espalhados em diversas contas departamentais?
A resposta para todas essas perguntas transformou o RH em um Gestor de Mobilidade Estratégica.
O Fim do “Café com Leite”
A mobilidade deixou de ser um benefício “padrão” (como o café com leite na copa) e virou ferramenta de retenção. Pesquisas de clima organizacional mostram que a dificuldade de deslocamento e o custo do transporte são fatores decisivos para o retorno presencial.
Ao adotar a mobilidade como serviço, o RH entrega autonomia. O colaborador sente que a empresa confia nele para gerir seu próprio deslocamento. Se hoje ele está com pressa, usa o aplicativo de transporte. Se quer economizar e ajudar o planeta, vai de transporte público ou bicicleta.
Essa flexibilidade elimina a “dor do reembolso” e a gestão de múltiplas notas fiscais, centralizando a operação e dando ao RH, pela primeira vez, visibilidade real de como a força de trabalho se move.
5 Tendências de mobilidade como serviço para 2026
Olhando para o futuro próximo, o MaaS corporativo vai evoluir rapidamente. Não estamos falando apenas de pagar Uber ou 99, mas de uma reestruturação profunda. Veja as tendências para 2026:
1. Hiperpersonalização do deslocamento
Em 2026, os benefícios não serão mais “tamanho único”. A tendência é que as plataformas de mobilidade utilizem Inteligência Artificial para sugerir o melhor modal para o colaborador com base no clima, no trânsito em tempo real e na agenda dele.
Se o sistema identifica que o funcionário tem uma reunião externa às 14h, ele pode sugerir (e liberar saldo para) um carro por aplicativo. Se o dia está ensolarado e o trajeto é curto, incentiva a micromobilidade. O benefício se molda à rotina, não o contrário.
2. ESG e a Pegada de Carbono Individual
As metas de ESG (Ambiental, Social e Governança) deixarão de ser apenas corporativas e chegarão ao CPF do colaborador.
A mobilidade como serviço permitirá rastrear a pegada de carbono do deslocamento da equipe. Empresas começarão a gamificar a sustentabilidade, oferecendo cashback ou prêmios para funcionários que optarem por modais limpos (transporte coletivo, elétrico ou ativo) em vez do carro individual a combustão.
Contudo, o RH terá em mãos relatórios precisos de quantas toneladas de CO2 a empresa economizou apenas otimizando o transporte.
3. O fim da barreira “Transporte Público x Privado”
A integração será total. Hoje, ainda vemos uma separação entre o “cartão do ônibus” e o “cartão de benefícios”. A tendência para 2026 é a convergência absoluta.
O mesmo saldo poderá ser usado para destravar a catraca do metrô, pagar o estacionamento rotativo, abastecer o veículo próprio ou alugar um patinete. Essa fluidez remove o atrito do dia a dia e aumenta a adesão ao modelo híbrido, pois o colaborador não se sente financeiramente penalizado por escolher um modal diferente.
4. Micro Mobilidade corporativa como protagonista
Bicicletas e patinetes elétricos deixarão de ser vistos como lazer e assumirão o protagonismo na Last Mile (o trajeto final entre a estação de transporte e o escritório).
Empresas situadas em grandes centros urbanos investirão pesado em parcerias de mobilidade como serviço focadas em micromobilidade, subsidiando esses modais para evitar que o colaborador tire o carro da garagem apenas para percorrer curtas distâncias. Isso reduz a necessidade de grandes estacionamentos corporativos e melhora a saúde da equipe.

5. Data-Driven HR: Decisões baseadas em mobilidade
Com todos os dados de deslocamento centralizados em uma plataforma de MaaS, o RH terá uma mina de ouro de informações.
Será possível responder perguntas complexas:
- “Onde mora a maioria dos nossos talentos?” (Para definir a localização de um novo escritório ou coworking satélite).
- “Qual o horário de pico de chegada da nossa equipe?” (Para flexibilizar horários de entrada e saída, fugindo do trânsito pesado).
A mobilidade deixa de ser um custo e vira um dado estratégico de Facilities e Planejamento.
Modelo Tradicional vs. Modelo MaaS
Para visualizar o impacto dessa mudança, comparamos o cenário antigo com o novo modelo proposto pela mobilidade como serviço:
| Característica | Modelo Tradicional (VT + Reembolso) | Modelo MaaS (Mobilidade como Serviço) |
| Foco | Obrigação legal e transporte de massa. | Experiência do usuário e flexibilidade. |
| Gestão | Fragmentada (múltiplos fornecedores, planilhas de reembolso). | Unificada (plataforma única, fatura consolidada). |
| Pagamento | Crédito rígido (se não usar, acumula ou perde). | Saldo flexível (paga pelo uso real). |
| Cobertura | Apenas trajeto casa-trabalho fixo. | Qualquer deslocamento autorizado (trabalho, reuniões, híbrido). |
| Sustentabilidade | Não mensurável. | Rastreabilidade de CO2 e incentivo a modais limpos. |
| Satisfação | Baixa (rigidez e burocracia). | Alta (autonomia e modernidade). |
Como a Edenred prepara sua empresa para o futuro da mobilidade?
Sua empresa não precisa esperar até 2026 para começar essa revolução. A tecnologia para integrar a mobilidade da sua frota e dos seus colaboradores já existe.
A Edenred Mobilidade é pioneira em oferecer soluções que conectam o presente ao futuro da gestão. Nossa plataforma não olha apenas para o veículo, mas para a mobilidade de forma 360º.
Com as soluções de Gestão de Mobilidade da Edenred, seu RH consegue:
- Centralizar pagamentos: um único parceiro para abastecimento, transporte por aplicativo, táxi e muito mais.
- Controlar custos: defina regras de uso, horários e limites de gastos por perfil de colaborador ou departamento.
- Reduzir a burocracia: elimina centenas de processos de reembolso manual e tenha uma fatura única auditável.
Nós entregamos a infraestrutura para que você entregue a liberdade que seu time deseja.
Mais sobre como mobilidade serviço
Para finalizar, esclarecemos as dúvidas mais comuns sobre a implementação desse conceito nas empresas:
O que é um serviço de mobilidade?
É qualquer solução que ofereça transporte como um serviço consumível e não como um produto. Exemplos incluem aplicativos de transporte (Uber, 99), aluguel de bicicletas, caronas corporativas e o próprio transporte público, quando integrados digitalmente.
O que é mobilidade no serviço?
No contexto corporativo, refere-se à capacidade da empresa de prover meios para que seus colaboradores desempenhem suas funções em movimento (equipes de vendas, técnicos de campo) ou se desloquem até o local de trabalho com eficiência e segurança.
O que é considerado mobilidade?
Mobilidade engloba todo o ecossistema de deslocamento. Vai desde o caminhar a pé e o uso de bicicletas até o transporte público (ônibus, trem, metrô), transporte privado (carro, moto) e novas formas de transporte compartilhado.
O que significa mobilidade em uma empresa?
Significa a gestão estratégica dos fluxos de deslocamento da organização. Envolve tanto a gestão da frota própria (veículos da empresa) quanto a gestão do deslocamento do colaborador (benefícios, VT, viagens corporativas), visando otimização de custos e bem-estar.
A mobilidade como serviço não é apenas uma tendência tecnológica; é uma resposta necessária às novas dinâmicas de trabalho e vida urbana. Para o RH, abraçar o MaaS é a oportunidade de transformar um centro de custo operacional em um diferencial competitivo de marca empregadora.
Em 2026, as empresas mais desejadas para se trabalhar serão aquelas que entenderem que o tempo do colaborador é precioso e que a liberdade de escolha é o melhor benefício.
O futuro da mobilidade corporativa já começou. Não deixe sua empresa para trás: acompanhe as últimas tendências de gestão, benefícios e tecnologia no Blog da Edenred Mobilidade.
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