Pedágios são tarifas cobrada pelo uso de uma rodovia administrada por uma concessionária, que usa o valor para operar, conservar e ampliar a estrada. No Brasil, a cobrança acontece de três formas: em praças com cabine manual, em cabines automáticas com tag e no free flow, em que pórticos leem a placa ou a tag sem cancela. O valor depende da categoria do veículo e do número de eixos.
Em resumo:
- O pedágio é previsto no contrato de concessão da rodovia, e a tarifa e os reajustes são regulados pela ANTT, nas rodovias federais, ou pela agência de cada estado.
- Carros pagam por categoria; caminhões e ônibus pagam por eixo. Caminhão vazio não paga pelos eixos suspensos.
- No free flow, o pagamento é feito depois da passagem. Até 15 de novembro de 2026 vale um regime de transição que suspende a multa para quem regularizar o débito; depois, o prazo passa a ser de 30 dias.
- Para empresas, o pedágio é custo recorrente da frota, e o Vale-Pedágio obrigatório só pode ser pago por meio eletrônico desde 2025.
O que é pedágio?
Pedágio é o valor pago pelo motorista para trafegar em um trecho de rodovia concedido à iniciativa privada ou administrado por um órgão público. Em uma concessão, o governo transfere a operação da estrada a uma empresa por um prazo definido. Em troca, a concessionária cobra a tarifa e assume obrigações como manutenção do asfalto, sinalização, atendimento a emergências e obras de ampliação.
As regras de cada rodovia estão no contrato de concessão. Nas rodovias federais, quem regula é a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); nas estaduais, a agência reguladora de cada estado. É por isso que o valor, os descontos e os meios de pagamento mudam de uma rodovia para outra.

Como funciona a cobrança do pedágio?
A tarifa é definida por categoria de veículo. Carros de passeio, motos, utilitários, ônibus e caminhões pagam valores diferentes, e para veículos de carga e ônibus o valor é multiplicado pelo número de eixos. Um caminhão de seis eixos paga, em regra, seis vezes a tarifa básica por eixo daquela praça. Veja a tabela de pedágio por eixo para entender a variação.
Duas regras pesam no custo de frotas de carga:
- Eixo suspenso não paga. A Lei nº 13.103/2015 isentou de pedágio os eixos que caminhões vazios mantêm suspensos nas rodovias federais, e a Lei nº 13.711/2018 estendeu a regra às rodovias estaduais, distritais e municipais.
- Reajuste anual previsto em contrato. A tarifa é corrigida pela inflação e por fatores definidos na concessão, normalmente uma vez por ano.
Para estimar quanto uma viagem vai custar, veja como fazer o cálculo de pedágio e como o valor do pedágio é definido.
Quais são os tipos de pedágios no Brasil?
| Tipo | Como funciona | Como pagar |
|---|---|---|
| Praça com cabine manual | O veículo para na cancela e um atendente faz a cobrança | Dinheiro e, em muitas praças, cartão de débito ou crédito |
| Cabine automática | A antena lê a tag no para-brisa e a cancela abre sem parada total | Tag de pedágio, com débito posterior na conta ou na fatura |
| Free flow (livre passagem) | Pórticos sobre a pista leem a tag ou a placa, sem cancela e sem cabine | Tag, ou pagamento posterior no site ou app da concessionária |
| Pedágio urbano | Cobrança para circular em áreas centrais de cidades, usada em cidades como Londres e Estocolmo | Não há cobrança desse tipo em vigor em cidades brasileiras |
A praça de pedágio com cabine ainda é o modelo mais comum, mas o free flow avança nas concessões novas e nas renovações de contrato.
Como pagar os pedágios?
- Na cabine manual: dinheiro ou cartão, conforme a praça. Veja quais pedágios aceitam cartão.
- Com tag: a passagem é registrada automaticamente e cobrada depois, em cabines automáticas e no free flow. É o meio mais usado por frotas, porque cada passagem fica associada a uma placa.
- No free flow sem tag: o motorista consulta a placa e paga no site ou no aplicativo da concessionária responsável pela rodovia, dentro do prazo.
Nas concessões federais mais recentes, quem paga com tag pode ter um desconto básico de tarifa, e quem passa com frequência pode ter desconto progressivo. As condições variam conforme o contrato de cada rodovia.
Free flow: o que muda até novembro de 2026
A Deliberação Contran nº 277/2026, publicada em 29 de abril de 2026, criou um regime de transição de 200 dias para o free flow, que vai até 15 de novembro de 2026. Nesse período:
- A tarifa continua devida. O que fica suspenso é a multa do art. 209-A do Código de Trânsito Brasileiro, para quem regularizar o débito dentro do prazo.
- Pagar a tarifa pode cancelar autuações anteriores, incluindo multa e pontos, desde que o pagamento aconteça dentro dos 200 dias.
- Depois da transição, o prazo para pagar passa a ser de 30 dias, contados da confirmação do processamento da passagem pelo pórtico.
Para frotas, o ponto de atenção é o dia 15 de novembro: débitos de free flow não pagos até lá voltam a gerar multa e pontos no prontuário do condutor. Veja o passo a passo em como pagar o free flow e evitar multas e o que é considerado evasão de pedágio.
Quem é isento de pagar os pedágios?
Não existe isenção geral por tipo de motorista. As regras de isenção estão em lei federal, em leis estaduais ou nos contratos de concessão, e por isso mudam de uma rodovia para outra. A regra federal que mais afeta empresas é a dos eixos suspensos de caminhões vazios, citada acima. Antes de assumir uma isenção, consulte a concessionária da rodovia.
Pedágios para empresas: como controlar o custo da frota
Para uma empresa com veículos na estrada, o pedágio é um custo recorrente e fácil de perder de vista quando depende de reembolso ou de dinheiro adiantado ao motorista. Três pontos fazem diferença:
- Tag corporativa por veículo: cada passagem fica registrada por placa, com fatura única e sem reembolso manual.
- Vale-Pedágio obrigatório (VPO): quem contrata transporte rodoviário de carga precisa antecipar o pedágio ao transportador. Pela Resolução ANTT nº 6.024, desde 1º de janeiro de 2025 o VPO só pode ser pago por meio eletrônico, como a tag. Entenda o que é e para quem é o Vale-Pedágio.
- Conciliação das passagens: comparar as passagens cobradas com as rotas planejadas ajuda a encontrar cobranças duplicadas, categoria errada e eixos suspensos cobrados indevidamente.
A Gestão de Pedágio da Edenred Mobilidade reúne tag corporativa aceita em praças tradicionais e no free flow, gestão de tags em lote e relatórios por veículo. Para embarcadores e transportadoras, o Vale-Pedágio da Edenred Mobilidade cobre a emissão do VPO.
Perguntas frequentes sobre pedágios
Qual o valor de um pedágio?
Depende da rodovia, da praça e da categoria do veículo. Cada concessionária publica sua tabela de tarifas, e caminhões e ônibus pagam por eixo. Para planejar uma rota, some as tarifas de todas as praças e pórticos do trajeto.
Como consultar o pedágio eletrônico (free flow)?
No site ou no aplicativo da concessionária responsável pela rodovia, informando a placa do veículo. Quem tem tag não precisa consultar: a passagem é cobrada automaticamente.
Como passar no pedágio e pagar depois?
No free flow, o pagamento é sempre posterior: com tag, a cobrança é automática; sem tag, o motorista paga no site ou app da concessionária dentro do prazo. Em praças com cancela, só a tag permite pagar depois.
Qual a diferença entre praças de pedágios e free flow?
A praça tem cabine e cancela, e o veículo precisa reduzir ou parar. O free flow não tem cabine nem cancela: pórticos registram a passagem em velocidade normal, e o pagamento é feito por tag ou depois, pela placa.
Onde fica o pedágio mais caro do Brasil?
O ranking muda a cada reajuste anual das concessões. Para comparar valores atuais, consulte as tabelas publicadas pelas concessionárias e pela ANTT.
