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Dados integrados na gestão de frotas: a logística do futuro começa na rotina da operação

A logística do futuro não depende de uma tecnologia que ainda vai chegar. Ela começa quando os dados que a frota já gera todos os dias, abastecimento, manutenção, pedágio, frete e documentos da viagem, deixam de viver em sistemas separados e passam a formar uma leitura única de custo e de risco por veículo, por rota e por viagem. 

É a diferença entre saber o que aconteceu no fechamento do mês e decidir antes que a ocorrência chegue à entrega ou à margem. Na prática, é disso que se trata quando o setor fala em supply chain inteligente.

O que são dados integrados na gestão de frotas?

Dados integrados na gestão de frotas são as informações de consumo, manutenção, deslocamento e pagamento reunidas em uma base comum, com a mesma chave de identificação (veículo, centro de custo, rota ou viagem), de forma que possam ser cruzadas entre si e comparadas ao longo do tempo. É a camada operacional do que se convencionou chamar de supply chain inteligente: a cadeia só decide melhor quando o transporte, que é onde o custo acontece, produz dado comparável.

Integração não é quantidade de relatório, é contexto. O litro abastecido só vira informação útil quando lido junto da quilometragem rodada. A ordem de serviço só vira decisão quando comparada ao histórico de falhas daquele modelo. O gasto com pedágio só é gerenciável quando atribuído a uma rota e a um centro de custo. 

Isolados, esses dados descrevem o passado; conectados, eles apontam o que está prestes a acontecer.

Quais dados a frota já gera todos os dias:

  1. Abastecimento: litros, valor pago, posto, horário e veículo em cada transação.
  2. Manutenção: ordens de serviço, peças trocadas, tempo de parada e histórico por modelo.
  3. Deslocamento: quilometragem, rota, passagens de pedágio e dados de telemetria dos sistemas de rastreamento usados pela operação.
  4. Frete contratado: valor, contratado, documentos da operação e comprovação do pagamento.

A Edenred Mobilidade opera a maior base de dados de mobilidade do Brasil e da América Latina, com 55 transações processadas por segundo. É essa base que sustenta os índices, os parâmetros de preço e os comparativos setoriais usados na gestão do dia a dia.

Fretes pagos com rapidez, transparência e economia para sua operação

Por que a logística do futuro virou uma conversa sobre dados?

Porque o tamanho da operação brasileira já não cabe em processo manual. A logística responde por 13% do PIB do país, cerca de R$ 1,5 trilhão, e ainda assim o Brasil investe menos da metade da média global no setor, segundo o panorama reunido no eBook O novo cenário da logística no Brasil, da Edenred Mobilidade. 

A defasagem aparece como custo: em estudo da McKinsey citado no mesmo material, a inteligência de dados aplicada à logística está associada a até 15% de redução de custos e 35% de ganho de eficiência. Não é dinheiro novo entrando na operação, é dinheiro que hoje escapa por falta de leitura.

A regulação acelerou esse movimento. Desde 24 de maio de 2026, o CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) passou a ser exigido em praticamente toda operação de transporte rodoviário remunerado de cargas, por força da Medida Provisória nº 1.343/2026, das Resoluções ANTT nº 6.077 e nº 6.078/2026 e da Portaria SUROC nº 6/2026.

A norma também condiciona a emissão ao cumprimento do piso mínimo de frete e torna obrigatória a vinculação do código ao MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), o documento que agrupa as notas da carga e acompanha o transporte. Empresas transportadoras com frota própria, que antes não emitiam, entraram no escopo. (Regras em vigor no momento da publicação, tema com atualizações frequentes na ANTT.)

Na prática, fiscalização eletrônica significa que o dado da sua operação já está sendo cruzado por terceiros. A pergunta que sobra para o gestor é se ele também consegue cruzar o próprio dado, no mesmo ritmo.

Quais decisões mudam quando os dados da frota conversam entre si?

Três decisões cotidianas mudam de natureza: o quanto se paga pelo combustível, o momento de parar o veículo e o custo real de cada viagem. Nenhuma delas exige tecnologia futurista: apenas que o dado já existente esteja no lugar certo, na hora certa.

1. Quanto a frota paga pelo combustível

Negociar preço sem referência é negociar no escuro. O IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log) traz a leitura diária, sempre do dia anterior, do preço praticado por estado, cidade e família de combustível, com base na transação real da rede credenciada de postos e cobertura de cerca de 98% dos municípios brasileiros. (Cobertura e leituras são atualizadas periodicamente, os números aqui apresentados referem-se aos divulgados na data desta publicação.)

Com esse dado integrado à gestão, o sistema de Gestão de Abastecimento classifica o preço pago por região, define um preço meta a partir do volume abastecido, sugere a proposta de desconto ao posto e permite negociação em massa, com bloqueio dos estabelecimentos que deixaram de ser vantajosos. A negociação deixa de depender da relação pessoal com o posto e passa a depender do histórico.

2. Quando parar o veículo, antes que ele pare sozinho

Manutenção preventiva segue plano de montadora e quilometragem rodada. Manutenção preditiva parte dos sinais que o veículo emite em operação, pela rede CAN e pelos dados de telemetria que a frota já coleta com o seu fornecedor de rastreamento, e aponta a intervenção quando o comportamento da peça indica risco de falha antes do intervalo previsto. 

O indicador que amarra as duas é o MTBF (Tempo Médio Entre Falhas), o tempo total de operação dividido pelo número de falhas: ele mostra em que ponto aquela peça costuma falhar naquele modelo de veículo, o que transforma a troca em agendamento em vez de emergência na estrada.

O Relatório de Impacto de Manutenção Preventiva da Edenred Mobilidade Brasil consolidou, em 2024, mais de 2,5 milhões de manutenções realizadas, mais de 520 mil veículos beneficiados, 15 milhões de peças automotivas trocadas e mais de R$ 90 milhões de economia para clientes. Em operações acompanhadas, a comparação entre o primeiro trimestre de 2023 e o de 2024 mostrou resultados distintos por perfil de frota: uma locadora com 6 mil veículos elevou em 37% a adesão às preventivas e reduziu em 28% o custo por veículo; uma empresa de distribuição com 2,7 mil veículos aumentou em 30% a adesão e reduziu em 13% as paradas inesperadas de manutenção. (Resultados variam conforme o tipo de frota e o perfil de uso.)

Na frente preditiva, os dados operacionais da solução no Brasil apontam redução de 15% nas despesas de manutenção e aumento de 10 a 15% na disponibilidade da frota. Quem enxerga a ordem de serviço, o histórico da peça e o uso do veículo na mesma tela decide a parada; quem não enxerga recebe a parada pronta, na estrada, no pior horário.

3. Quanto custa, de fato, cada viagem

Custo por viagem é a soma de combustível, pedágio, manutenção e, quando há terceiro envolvido, o frete contratado. Essas quatro pontas costumam viver em quatro sistemas diferentes, o que produz uma média mensal confortável e nenhuma decisão. Integradas, elas revelam qual rota consome margem e qual cliente é atendido no prejuízo.

No frete, o IFR (Índice de Frete Rodoviário, Edenred Repom) calcula o preço médio do frete por quilômetro a partir de cerca de 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio, e ganha leitura mais precisa quando cruzado com o preço do diesel, que responde por cerca de 40% do custo do frete. 

A Gestão de Frete gera o CIOT de forma integrada ao TMS ou ao ERP do contratante, com histórico e rastreabilidade do pagamento. (A decisão sobre enquadramento, escrituração e creditação deve ser tratada com a área fiscal, contábil ou jurídica da sua empresa.)

O que a integração muda, em resumo

Decisão do gestorDado que a operação já geraO que muda quando o dado é integrado
Quanto pagar pelo combustívelTransações de abastecimento por posto, região e veículoA negociação passa a ter referência de preço praticado, não estimativa
Quando parar o veículoQuilometragem, histórico de peças e ordens de serviçoA parada é planejada antes da falha, com menos custo e mais disponibilidade
Quanto custa cada rotaPedágio, consumo e tempo de viagem por trajetoO custo deixa de ser média mensal e vira custo por rota e por viagem
Como remunerar o frete contratadoContratações, pagamentos e documentos da operaçãoO pagamento fica rastreável e vinculado ao documento correspondente

Frota própria e frota terceirizada precisam da mesma leitura?

Frota própria e terceirizada precisam da mesma leitura de custo, e é justamente aí que a maior parte das operações perde visibilidade. 

Frota mista, própria e contratada operando na mesma malha, é a realidade de boa parte dos embarcadores e das transportadoras brasileiras. Na frota própria, o custo aparece em litro abastecido, ordem de serviço e passagem de pedágio. Na terceirizada, aparece em valor de frete, vale-pedágio e documento da operação. São registros de naturezas diferentes, gerados em momentos diferentes, e é por isso que tanta empresa fecha o mês com dois relatórios que nunca se somam: um por veículo, outro por contrato.

Integrar não significa somar tudo indistintamente. A integração acontece na leitura, sem mudar a forma como cada despesa é gerada. O ponto crítico é a cobertura: se uma parte da operação fica fora do registro, a leitura volta a ficar incompleta. É o caso da manutenção feita em rota, longe da base, que costuma ser paga fora da política e entra como despesa avulsa. 

Na rede credenciada de oficinas da Edenred Mobilidade, com mais de 30 mil estabelecimentos e cobertura de 95% do território nacional, esse atendimento é registrado com preço referenciado, nota recolhida e histórico vinculado ao veículo, mesmo a mil quilômetros da garagem. 

No fim, o que se consolida é a resposta para uma única pergunta: quanto custou levar aquela carga até o cliente, com veículo próprio ou contratado.

Por onde começar a integrar os dados da frota?

Integrar dados de frota costuma ser tratado como projeto de sistema, com comitê, cronograma longo e orçamento de implantação. Na maior parte das operações, o obstáculo é mais barato do que isso: ninguém definiu quem lê o dado, com que frequência e comparado a quê. 

Os quatro passos a seguir tratam dessa lacuna e podem ser feitos sobre os sistemas que a empresa já tem contratados.

  • Mapeie onde cada dado nasce. Liste os sistemas que já registram abastecimento, manutenção, pedágio, frete e documentos fiscais. A maioria das operações descobre aqui que o dado existe e ninguém o lê.
  • Escolha uma chave comum. Placa, centro de custo, rota ou viagem. Sem uma chave única, nenhuma integração produz comparação.
  • Conecte ao que já existe, em vez de trocar tudo. A plataforma da Edenred Mobilidade tem integração via API com mais de 100 sistemas de TMS e ERP e com mais de 75 sistemas parceiros de telemetria e gestão de multas, contratados pelo próprio cliente, além de mais de 4.215 clientes já integrados por troca automática de dados. 
  • Defina três indicadores e revise todo mês. Comece por estes, com o cálculo explícito: custo por quilômetro (custo total da frota dividido pela quilometragem rodada no período); disponibilidade da frota (horas em condição de operar divididas pelas horas totais do período); custo por viagem (soma de combustível, pedágio, manutenção rateada e frete contratado naquele trajeto). 

Perguntas frequentes sobre dados integrados na gestão de frotas

O que são dados integrados na gestão de frotas?

São as informações de abastecimento, manutenção, pedágio, frete e documentos da operação reunidas em uma base comum, com a mesma chave de identificação, de modo que possam ser cruzadas e comparadas ao longo do tempo. O objetivo não é acumular relatórios, e sim permitir decisões antes que o custo ou a ocorrência se concretize.

Preciso trocar meus sistemas para integrar os dados da frota?

Não necessariamente. A integração pode ser feita por API sobre os sistemas que a operação já usa, incluindo TMS e ERP. O caminho mais rápido costuma ser conectar as fontes existentes e padronizar a chave de identificação, em vez de substituir a estrutura inteira.

Dá para integrar dados de frota própria e de frota terceirizada?

Sim, e é o cenário mais comum nas operações de transporte de cargas. A leitura de custo pode ser consolidada mesmo que as redes credenciadas de cada solução sejam distintas: postos para abastecimento, oficinas para manutenção e rede multimodal para a mobilidade corporativa do colaborador.

O que é uma supply chain inteligente na prática?

É a cadeia de suprimentos que usa os dados gerados na própria operação para decidir durante a execução, e não apenas no fechamento do período. No transporte, isso significa cruzar abastecimento, manutenção, deslocamento e pagamento de frete em uma base comum, de modo a identificar desvios de consumo, risco de falha mecânica e variação de custo por rota enquanto a viagem acontece. Não depende de tecnologia inédita: depende de os dados existentes estarem integrados e de alguém revisá-los com frequência definida. 

Qual a diferença entre manutenção preventiva e manutenção preditiva?

A manutenção preventiva é agendada por plano de montadora e quilometragem rodada, em intervalos definidos. A manutenção preditiva é acionada por sinais do veículo, como alertas da rede CAN e dados de telemetria, e indica a intervenção quando o comportamento do componente sugere risco de falha, mesmo fora do intervalo programado.

O CIOT precisa ser vinculado ao MDF-e?

Sim. Pelas regras em vigor desde 24 de maio de 2026, o CIOT deve ser gerado antes do início da viagem e vinculado ao MDF-e da operação correspondente, o que permite o cruzamento eletrônico entre o registro do pagamento do frete e os documentos fiscais da carga. Detalhes de emissão e enquadramento devem ser tratados com a área fiscal ou jurídica da empresa.

Quais indicadores mostram que a integração está funcionando?

Quais indicadores mostram que a integração está funcionando? Custo por quilômetro, disponibilidade da frota, custo por viagem e taxa de manutenções planejadas em relação às corretivas. Quando esses quatro números passam a ser comparáveis entre meses, rotas e veículos, a integração está entregando o que promete.

A logística do futuro se decide na próxima viagem

Supply chain inteligente não começa quando chega a tecnologia que ainda está no palco dos congressos: ela começa quando a operação consegue enxergar, ainda durante a viagem, o desvio que hoje só aparece no fechamento do mês, tempo suficiente para agir antes de o atraso chegar ao cliente e o custo chegar à margem.

Os dados que sustentam essa leitura já existem na sua frota, espalhados por sistemas que não conversam entre si. Colocá-los na mesma base é o passo que separa quem administra a logística de hoje de quem já está operando a logística do futuro. Para avaliar como fazer isso na sua operação, fale com os nossos especialistas

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