InícioGestão de FrotasComo calcular o custo por entrega no last mile (e reduzir sem...

Como calcular o custo por entrega no last mile (e reduzir sem perder prazo)

Custo por entrega é o custo total da operação de última milha em um período dividido pelo número de entregas concluídas com sucesso no mesmo período. Ele soma combustível, manutenção, pedágio e estacionamento, mão de obra, terceiros, depreciação e o custo das tentativas que falharam. Olhar só para o combustível esconde a maior parte da conta: a economia de verdade aparece quando cada frente é medida e tratada separadamente.

Por que medir o custo por entrega, e não só o custo da frota?

Porque o last mile cresce em pedidos mais do que em faturamento. Entre 1 e 27 de novembro de 2025, os pedidos no e-commerce brasileiro subiram 48,8%, enquanto o ticket médio do mês caiu 8,5%, para R$ 313, segundo a Confi Neotrust (E-Commerce Brasil). Mais entregas para cada real vendido significam que o custo de cada parada na rua pesa mais na margem.

O pano de fundo também pressiona. O custo logístico no Brasil chegou a R$ 1,96 trilhão em 2025, o equivalente a 15,5% do PIB, contra 10,4% em 2014, segundo o ILOS. O custo da frota no mês diz quanto se gastou; o custo por entrega diz se a operação está ficando mais ou menos eficiente à medida que o volume cresce.

O conceito de last mile e suas estratégias estão no guia tudo sobre last mile.

Como calcular o custo por entrega?

Custo por entrega = custo total da operação de last mile no período ÷ entregas concluídas com sucesso no período.

Dois cuidados mudam o resultado:

  • Divida pelas entregas concluídas, não pelas tentativas. Uma tentativa que falha consome combustível, tempo e jornada, mas não gera entrega. Contar só as concluídas mostra o custo real.
  • Inclua os custos fixos rateados. Depreciação, seguro e impostos do veículo existem mesmo nos dias de pouco volume e precisam entrar na conta.

Quais são os componentes do custo por entrega?

São oito frentes. Cada uma tem um motor de custo diferente e, por isso, uma alavanca de redução diferente.

ComponenteO que puxa o custoOnde está a alavanca
CombustívelLitros por rota e preço pago por litroRota, condução, preço negociado e controle por veículo
ManutençãoCusto por quilômetro e paradas inesperadasPreventiva no prazo e aprovação rápida na oficina
Pedágio e estacionamentoPassagens em transferências e paradas em área urbanaControle por veículo e centro de custo
Mão de obraJornada, ajudante e hora extraRoteirização e janelas de entrega realistas
TerceirosFrete por rota ou por entregaComparação com a rota própria e pagamento organizado
Depreciação, seguro e impostosValor e idade do veículoDecisão de manter ou renovar com base no custo total
ReentregasTentativas que falham e precisam ser refeitasAgendamento, pontos de retirada e comunicação com o cliente
Deslocamentos de apoioSupervisores, conferentes e equipes que circulam entre basesMobilidade corporativa com controle de gastos

A conta completa do custo de cada veículo ao longo da vida útil está em cálculo de TCO em 2026.

Como fica a conta em uma van de entregas?

Um exemplo ilustrativo, com valores hipotéticos, mostra o peso de cada frente. Considere uma van própria a diesel que roda 2.200 km por mês, faz 9 km por litro e tenta 1.100 entregas, com 1.010 concluídas.

ComponenteBase de cálculoCusto mensal
Combustível244 litros × R$ 7,24R$ 1.770
Manutenção2.200 km × R$ 0,35 por kmR$ 770
Pedágio e estacionamentoEstimativa mensalR$ 400
Mão de obraMotorista e ajudante com encargosR$ 9.500
Depreciação, seguro e impostosRateio mensalR$ 2.300
TotalR$ 14.740

(valores ilustrativos; o preço do diesel S-10 usado é a média nacional do IPTL em setembro de 2026)

Com 1.010 entregas concluídas, o custo por entrega é de R$ 14,59. Se todas as 1.100 tentativas tivessem dado certo, seria de R$ 13,40: as 90 reentregas encarecem cada entrega em quase 9%. No exemplo, combustível é só 12% do custo; mão de obra pesa mais, e é justamente a frente mais sensível a rota mal planejada e entrega que falha.

Onde reduzir o custo em cada frente?

Combustível

O preço pago por litro varia de posto para posto, e a diferença se acumula em cada abastecimento. Compare o que a frota paga com a média da região no IPTL, índice da Edenred Ticket Log, defina preço-limite por litro e acompanhe o consumo por veículo. O passo a passo está em cálculo de consumo de combustível.

Manutenção

No last mile, o anda e para desgasta freios, embreagem e pneus mais rápido do que na estrada. Um plano de manutenção preventiva ajustado ao uso urbano evita a parada que tira o veículo da rota e obriga a contratar substituto. Quanto custa uma parada no pior momento está em custo de veículo parado no pico de demanda, e a referência de custo por quilômetro em custo de manutenção de frota.

Pedágio e estacionamento

São custos pequenos por passagem e grandes no acumulado, sobretudo nas transferências entre centro de distribuição e hubs urbanos. Sem controle por veículo, eles somem no reembolso e não entram no custo por entrega. Em trechos com free flow, a passagem não paga no prazo vira multa, como explica o artigo sobre como pagar o free flow e evitar multas.

Mão de obra

É, em geral, o maior componente. A alavanca não é cortar equipe, e sim aumentar as entregas concluídas por jornada, com roteirização que agrupa entregas por região e janelas de horário que o cliente consegue cumprir. O artigo sobre roteirização inteligente de frotas detalha as opções.

Terceiros

Compare o custo por entrega da rota própria com o frete pago ao terceiro na mesma região: em algumas áreas, terceirizar sai mais barato; em outras, a frota própria vence. A lógica da operação mista está em frota mista no atacado e na distribuição. Ao subcontratar, a conta precisa incluir as obrigações do contratante, como CIOT e vale-pedágio.

Reentregas

Cada entrega que falha é um custo que se repete sem gerar receita. Agendamento confirmado, aviso de chegada ao cliente e pontos de retirada reduzem tentativas perdidas. O reflexo direto aparece no OTIF, explicado em OTIF: o indicador que mede entrega e prazo.

Depreciação e deslocamentos de apoio

Veículo velho custa menos em parcela e mais em manutenção e consumo; a decisão de renovar deve vir do custo total, não do ano do modelo. Já os deslocamentos de supervisores e equipes entre bases costumam ficar fora da conta, espalhados em reembolsos.

Como a Edenred Mobilidade ajuda a medir cada frente?

O custo por entrega só é confiável quando cada componente vem de um registro, e não de estimativa. A Edenred Mobilidade tem soluções para as diferentes frentes do last mile:

  • Combustível: na Gestão de Abastecimento, cada abastecimento registra veículo, litros e preço na plataforma Sou Log+, com preço-limite por litro e negociação com os postos pelo TED.
  • Manutenção: a Gestão de Manutenção organiza alertas preventivos, orçamentos e custos por veículo, com uma rede de mais de 30 mil estabelecimentos credenciados.
  • Pedágio e estacionamento: a Gestão de Pedágio controla essas despesas por centro de custo nos veículos corporativos e de apoio que não transportam carga.
  • Terceiros: a Edenred Frete integra pagamento de frete, CIOT e vale-pedágio ao TMS ou ERP, e o Vale-Pedágio emite o VPO para a tag do transportador.
  • Deslocamentos de apoio: o cartão combustível, solução de mobilidade corporativa, reúne em um só app os gastos com veículo e com transporte urbano das equipes.

Perguntas frequentes

Como calcular o custo por entrega no last mile?

Divida o custo total da operação de última milha no período (combustível, manutenção, pedágio e estacionamento, mão de obra, terceiros, depreciação, seguro e impostos) pelo número de entregas concluídas com sucesso no mesmo período.

Qual é o maior custo da entrega de última milha?

Em operações com frota própria, a mão de obra costuma ser o maior componente, à frente do combustível. Por isso, aumentar o número de entregas concluídas por jornada tende a reduzir mais o custo por entrega do que cortar apenas o gasto com combustível.

Por que a reentrega aumenta o custo por entrega?

Porque cada tentativa que falha consome combustível, tempo e jornada sem gerar uma entrega concluída. No cálculo, o custo total é dividido por menos entregas, e o custo de cada uma sobe.

Vale mais a pena terceirizar o last mile ou usar frota própria?

Depende da região e do volume. O caminho é comparar o custo por entrega da rota própria com o frete pago ao terceiro na mesma área, incluindo as obrigações do contratante, como CIOT e vale-pedágio.

O custo por entrega cai quando cada frente é medida

O combustível é a parte mais visível da conta, mas raramente a maior. Para o gestor, a regra é dividir o custo total pelas entregas concluídas e atacar primeiro o que mais pesa: entregas que falham, jornada mal aproveitada e paradas inesperadas. O preço do litro, o pedágio e o terceiro entram em seguida, cada um com sua alavanca.

Medir oito frentes só funciona quando cada uma tem um registro confiável, sem planilha montada à mão no fim do mês. É assim que as soluções da Edenred Mobilidade apoiam o last mile: abastecimento, manutenção, pedágio, frete e mobilidade das equipes registrados na origem, para que o custo por entrega seja um número que o gestor acompanha, e não uma estimativa.

Quer descobrir quanto custa cada entrega da sua operação? Conheça as soluções da Edenred Mobilidade.

Leia também

Artigos Relacionados

Mais populares