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Controle de abastecimento de frota: como fazer a recomendação de postos chegar ao motorista

Para que a frota abasteça onde é mais vantajoso, o gestor precisa de três coisas: uma rede de postos recomendada com critérios claros, uma forma de levar essa recomendação ao motorista sempre que ela muda e um jeito de medir se a orientação foi seguida. Os critérios incluem preço comparado ao mercado, tempo de deslocamento, tipo e bandeira do posto. Sem esses três passos, o controle de abastecimento de frota fica no papel, e quem decide onde abastecer é o hábito ou a proximidade.

O tema ganhou peso porque o preço do combustível muda com frequência, e muda de forma diferente em cada cidade e em cada posto. O posto mais vantajoso de um mês nem sempre continua sendo no mês seguinte. Uma orientação que não acompanha esse movimento envelhece rápido.

Por que a recomendação de onde abastecer não chega ao motorista?

Em pesquisa da Edenred Mobilidade com 305 gestores de frota clientes, 42% disseram orientar o motorista sobre onde abastecer menos de uma vez por mês ou nunca. Desse grupo, 18% orientam menos de uma vez por mês e 24% nunca orientam. Do outro lado, 40% fazem isso toda semana e 18% uma vez por mês.

O dado mostra um descompasso. A empresa pode até ter uma política de abastecimento, mas a informação não acompanha a velocidade do preço. Quando a orientação depende de listas enviadas por mensagem ou de planilhas, ela já nasce com prazo de validade curto, e o motorista volta a escolher o posto pelo caminho ou pelo costume.

A consequência aparece no custo. Sem orientação atualizada, a frota pode pagar acima da média da região sem que ninguém perceba, porque o abastecimento acontece longe da mesa do gestor.

O que é uma rede de postos recomendada?

Rede de postos recomendada é o conjunto de postos que a empresa indica para o abastecimento da frota, escolhido por critérios objetivos e revisado conforme o preço e a operação mudam. Ela orienta a decisão do motorista; não a substitui.

A diferença em relação a um bloqueio é importante. Bloquear um posto impede o abastecimento ali. Recomendar uma rede indica onde é mais vantajoso abastecer, sem tirar do motorista a possibilidade de abastecer em outro posto quando a rota, o horário ou uma urgência exigirem. As duas ferramentas podem conviver, mas cumprem papéis distintos: a recomendação direciona, o bloqueio restringe.

Que critérios usar para escolher os postos da frota?

Uma boa rede recomendada equilibra preço, tempo e operação. Os critérios mais usados são:

  • Preço em relação a uma referência de mercado. Comparar o preço do posto com um índice confiável mostra se ele está acima ou abaixo da média da região, e não apenas se é o mais barato da lista.
  • Tempo de deslocamento. Um posto mais barato que obriga o motorista a se desviar da rota pode consumir a economia em quilômetros rodados e horas de trabalho.
  • Tipo de posto. Postos rodoviários e urbanos atendem operações diferentes; a escolha depende de onde a frota roda.
  • Bandeira. Algumas empresas preferem concentrar o abastecimento em bandeiras específicas por política interna ou por acordo comercial.
  • Diferenciais do posto. Pagamento digital e recolha automatizada de notas fiscais de abastecimento simplificam a rotina. O Simplifica Fiscal+, da Edenred Mobilidade, automatiza a recolha e a validação dessas notas.
  • Comodidades. A estrutura de apoio disponível no posto pesa para quem passa muitas horas na estrada.

Qual referência de preço usar?

A referência precisa ser atualizada e próxima da realidade da frota. O Levantamento de Preços de Combustíveis da ANP é semanal e feito por pesquisa de preços nos postos. Já o IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log) é calculado a partir de abastecimentos reais registrados na base de transações da Edenred Mobilidade e atualizado diariamente. Para negociar preço e definir limites, um índice diário baseado em abastecimentos reais reflete melhor o que a frota de fato encontra na bomba.

A estratégia muda conforme o perfil de consumo?

Sim. Quando o volume da frota é concentrado em poucas regiões, a economia tende a vir da negociação com poucos postos fixos. Nesse caso, o ponto de atenção é acompanhar se o preço combinado está sendo cumprido e se o desconto ainda é relevante diante da média da região.

Quando o volume é pulverizado, com veículos rodando por muitas cidades, a economia vem da capacidade de migrar rápido para onde está mais barato. Aqui, o que importa é acompanhar a mudança de preço dos postos em cada região e ter os motoristas conectados à gestão de frota, para que a orientação chegue a tempo.

Como fazer a orientação chegar ao motorista?

A orientação funciona quando chega no canal que o motorista já usa para abastecer, no momento em que a recomendação muda. Alguns cuidados ajudam:

  • Usar o canal do abastecimento. Se o motorista já paga ou registra o abastecimento por aplicativo, é ali que a recomendação deve aparecer, e não em um canal paralelo que ele precisa lembrar de consultar.
  • Mostrar no mapa, com preço. Ver os postos indicados e o preço praticado em um mapa facilita a decisão na estrada.
  • Avisar quando a rede muda. A recomendação perde valor se o motorista não souber que ela foi atualizada.
  • Definir a frequência. O gestor decide quando e quantas vezes a orientação é enviada, para informar sem gerar excesso de mensagens.
  • Tratar como apoio, não como cobrança. Indicar onde abastecer melhor ajuda o motorista a evitar imprevistos e dá clareza sobre o que a empresa espera.

Como saber se a rede recomendada está funcionando?

Rede recomendada sem medição é opinião. Para saber se a política gera resultado, vale acompanhar três indicadores:

  • Aderência à rede. Quanto do abastecimento aconteceu nos postos recomendados e quanto ficou fora deles.
  • Preço pago contra a referência de mercado. A diferença entre o que a frota pagou e o preço médio da região, cidade a cidade.
  • Potencial de economia por cidade. Onde ainda existe espaço para pagar menos, o que indica onde a rede precisa ser revista.

Com esses números, a revisão da rede deixa de ser intuitiva. O gestor ajusta os critérios onde a economia não aparece e mantém o que está funcionando.

Como o Gestão de Rede do TED+ coloca isso em prática?

O Gestão de Rede é o novo módulo do TED+, a solução de inteligência de dados da Edenred Mobilidade para gestão de abastecimento de frota. Ele usa o IPTL, as regras definidas pelo gestor e a rede de postos credenciada para indicar os postos mais aderentes à operação, equilibrando preço e deslocamento. O módulo trabalha em três etapas.

1. Seleciona

O gestor configura a política de rede na plataforma:

  • Preço máximo: percentual acima ou abaixo do IPTL que a empresa aceita pagar (de 5% abaixo a 5% acima), considerando os combustíveis abastecidos pela frota nos últimos 30 dias.
  • Deslocamento máximo: tempo de desvio aceito (de 1 a 15 minutos), calculado com sistema de mapas e geolocalização.
  • Tipo de posto: rodoviário, urbano ou ambos.
  • Bandeira: as bandeiras em que a frota deve abastecer.
  • Diferenciais: apenas postos com pagamento digital ou com Simplifica Fiscal+, se for o caso.
  • Comodidades: a estrutura que os motoristas precisam encontrar no posto.

Com as regras definidas, o mapa mostra lado a lado os postos recomendados e os postos que a frota usou nos últimos 30 dias, com os preços praticados. O gestor pode incluir ou remover qualquer posto manualmente. A palavra final é sempre do gestor.

2. Orienta

Com a opção de enviar a rede recomendada, o gestor escolhe quando e quantas vezes os motoristas recebem a orientação. Os postos indicados aparecem marcados no mapa do app Minha Mobilidade, com o preço em destaque, e o motorista recebe uma notificação sempre que a política de abastecimento é atualizada. Como é uma recomendação, o motorista continua podendo abastecer fora da rede quando a operação exigir.

3. Comprova

O módulo mostra se a orientação foi seguida e quanto ela economizou. Os indicadores incluem o potencial de economia por cidade e o comparativo entre o preço pago e o preço médio do IPTL na rede da empresa, com dados atualizados diariamente. Com essa leitura, o gestor revisa a política de rede com base no resultado.

O Gestão de Rede soma-se aos demais módulos do TED+: Gestão de Preço (negociação e limites de preço com os postos), Recomenda (recomendações para economizar, controlar e ajustar a operação) e Comunica (mensagens diretas aos motoristas). Todos disponíveis na mesma plataforma.

O que muda para o gestor de frota?

Uma política de abastecimento só gera economia quando o motorista a vê, entende e consegue segui-la, e quando o gestor consegue medir o resultado. Definir critérios, levar a recomendação até a bomba e acompanhar a aderência transforma o controle de abastecimento de frota em uma rotina de decisão, e não em uma lista esquecida no e-mail.

Conheça a Gestão de Abastecimento da Edenred Mobilidade e veja como o TED+ apoia essa rotina.

Perguntas frequentes

Rede de postos recomendada é o mesmo que bloquear postos?

Não. A rede recomendada indica ao motorista onde é mais vantajoso abastecer, mas não impede o abastecimento em outros postos. O bloqueio restringe o uso do cartão em postos específicos. As duas ferramentas podem ser usadas juntas, com papéis diferentes: a recomendação direciona e o bloqueio restringe.

Qual a diferença entre o IPTL e o levantamento de preços da ANP?

O levantamento da ANP é semanal e feito por pesquisa de preços nos postos. O IPTL (Índice de Preços Edenred Ticket Log) é calculado a partir de abastecimentos reais registrados na base de transações da Edenred Mobilidade e atualizado diariamente, o que o torna uma referência mais próxima do preço que a frota encontra na bomba.

O posto mais barato é sempre a melhor escolha para a frota?

Nem sempre. Um posto mais barato que exige desvio de rota pode consumir a economia em quilômetros rodados e horas de trabalho. Por isso, a rede recomendada deve equilibrar preço e tempo de deslocamento, além de considerar tipo de posto, bandeira e estrutura disponível.

Como o motorista recebe a rede recomendada no Gestão de Rede do TED+?

Pelo app Minha Mobilidade. Os postos indicados aparecem marcados no mapa, com o preço em destaque, e o motorista recebe uma notificação sempre que a política de abastecimento é atualizada. O gestor define quando e quantas vezes a orientação é enviada.

Como medir se a rede recomendada está gerando economia?

Acompanhando a aderência à rede (quanto do abastecimento aconteceu nos postos recomendados), o preço pago em comparação com a referência de mercado em cada cidade e o potencial de economia ainda disponível. Esses indicadores mostram onde a política funciona e onde precisa ser revista.

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