Para entender como funciona o pedágio automático, o sistema opera através da identificação eletrônica do veículo em movimento, eliminando a necessidade de paradas manuais. Isso ocorre de duas formas principais: via Tags (adesivos com tecnologia RFID) coladas no para-brisa, que emitem um sinal para liberar a cancela, ou pelo sistema Free Flow, que utiliza câmeras e sensores nos pórticos para ler a placa do veículo em alta velocidade.
Para quem gerencia uma frota, tempo é, literalmente, dinheiro. Cada minuto que um caminhão passa parado em uma fila de praça de pedágio é um minuto a menos de produtividade e um minuto a mais de queima de combustível desnecessária.
Durante décadas, o modelo de parar na cabine, pegar o dinheiro contado e esperar o troco foi o padrão nas rodovias brasileiras. Mas a logística moderna não comporta mais esse tipo de ineficiência. Com a expansão das Tags de pagamento e a recente chegada do sistema Free Flow (fluxo livre) ao Brasil, a automação das cobranças se tornou obrigatória para quem busca competitividade.
Mas, afinal, como funciona o pedágio automático nos diferentes modelos de rodovia? E mais importante: como garantir que essa agilidade não vire uma dor de cabeça administrativa com a mistura de faturas e o risco de multas por evasão?
Neste guia, vamos explicar a tecnologia por trás das cancelas (e da falta delas) e mostrar como organizar o pagamento da sua frota de forma estratégica.
Índice
- Entenda como funciona o pedágio automático
- 1. O modelo tradicional (pista automática com cancela)
- 2. O novo modelo: sistema Free Flow (sem cancela)
- Vantagens para a frota: por que automatizar?
- Economia de combustível e manutenção
- Ganho de tempo (Lead Time)
- Segurança e controle
- O Free Flow e as novas regras de pagamento
- Como pagar o Free Flow?
- Atenção ao prazo e multas
- Pedágio Automático e a Lei do Vale-Pedágio: o que o gestor precisa saber
- Como a Edenred facilita essa gestão?
- Por que usar a solução da Edenred?
- Mais sobre como funciona o pedágio automático
- Como faço para pagar o pedágio automático?
- O que acontece se passar no pedágio automático sem pagar?
- Como vai funcionar o pedágio automático no futuro?
- Quanto tempo para pagar pedágio automático?
Entenda como funciona o pedágio automático
Para o motorista, a experiência é simples: ele passa e a cobrança acontece. Mas para o gestor, é importante entender o que acontece nos bastidores para escolher a melhor forma de equipar os veículos.
Atualmente, convivemos com dois modelos principais no Brasil:
1. O modelo tradicional (pista automática com cancela)
É o sistema mais comum nas concessões antigas. O veículo possui uma Tag (etiqueta adesiva) colada no para-brisa, que contém um chip com tecnologia RFID (Identificação por Radiofrequência).
Quando o caminhão entra na faixa exclusiva, uma antena instalada na cabine “lê” o sinal da Tag, identifica o veículo, verifica se há saldo ou crédito liberado e envia o comando para abrir a cancela. Tudo isso acontece em frações de segundo, permitindo a passagem em velocidade reduzida (geralmente 40 km/h).

2. O novo modelo: sistema Free Flow (sem cancela)
Este é o futuro — e já presente — das rodovias. No Free Flow, não existem praças de pedágio físicas nem cancelas. Pórticos metálicos são instalados sobre a rodovia, equipados com câmeras de alta resolução (OCR), lasers e sensores.
Como funciona: O veículo passa em velocidade normal da via (80, 100 ou 110 km/h). O sistema lê a placa e, se houver Tag, faz a cobrança automática. Se não houver Tag, o sistema gera uma cobrança pendente que deve ser paga posteriormente pelo usuário.
Vantagens para a frota: por que automatizar?
Adotar o pedágio automático não é apenas uma questão de “luxo” para não pegar fila; é uma estratégia de redução de custos operacionais (TCO).
Economia de combustível e manutenção
Cada vez que um caminhão pesado precisa frear totalmente para parar em uma cabine e depois acelerar para retomar a velocidade de cruzeiro, o consumo de diesel dispara. O esforço mecânico também desgasta prematuramente pastilhas de freio, embreagem e transmissão.
Contudo, estudos indicam que a passagem automática pode gerar uma economia significativa de combustível ao longo de uma rota com múltiplos pedágios.
Ganho de tempo (Lead Time)
Em rotas longas, como o escoamento de safras ou entregas interestaduais, as filas de pedágio em feriados ou horários de pico podem somar horas ao tempo total de viagem. A automação garante previsibilidade no prazo de entrega.
Segurança e controle
Eliminar o dinheiro em espécie da cabine reduz o risco de assaltos e acaba com o problema do “troco” ou da perda de recibos de papel, que são o pesadelo da conciliação financeira no final do mês.
O Free Flow e as novas regras de pagamento
Com a implementação do Free Flow em rodovias importantes (como a Rio-Santos e rodovias no Rio Grande do Sul), surgiram muitas dúvidas sobre o pagamento.
Diferente do modelo com cancela, onde se você não pagar, você não passa, no Free Flow a passagem é livre, mas a obrigação de pagamento permanece.
Como pagar o Free Flow?
- Com Tag: É o cenário ideal para frotas. O sistema identifica a Tag e debita automaticamente na fatura da operadora, igual a um pedágio comum.
- Sem Tag: A concessionária identifica a placa e o proprietário do veículo tem a responsabilidade de entrar no site ou aplicativo da concessionária para realizar o pagamento avulso.
Atenção ao prazo e multas
Aqui mora o perigo para a gestão desorganizada. Se o veículo da frota passar no pórtico e não tiver uma Tag ativa, o gestor tem um prazo legal para quitar a dívida (atualmente estabelecido em até 30 dias, conforme a Lei 14.849/2024).
Se o pagamento não for feito nesse prazo, considera-se evasão de pedágio. A consequência é uma infração grave (5 pontos na carteira) e multa de R$ 195,23 por passagem. Imagine uma frota com 10 caminhões passando despercebida por 5 pórticos: o prejuízo em multas pode ser devastador.
Pedágio Automático e a Lei do Vale-Pedágio: o que o gestor precisa saber
Agora que você entendeu como funciona o pedágio automático tecnicamente, precisamos falar sobre a parte jurídica, que é onde muitas empresas erram.
Para veículos de passeio, basta colar a Tag e pagar a fatura no fim do mês. Para veículos de carga contratados (frotas terceirizadas ou autônomos), a regra é outra.
A Lei do Vale-Pedágio Obrigatório (Lei 10.209/2001) determina que o embarcador (dono da carga) é responsável por fornecer o valor do pedágio antecipadamente ao transportador, separado do valor do frete.
O erro comum: Muitas empresas instalam Tags nos caminhões de agregados e descontam o valor do pedágio do pagamento do frete. Isso é ilegal. Além disso, pagar o valor do pedágio em dinheiro junto com o frete também é passível de multa, pois não há o comprovante oficial do Vale-Pedágio.
Para estar em compliance, o pagamento automático via Tag deve estar vinculado a uma operação oficial de Vale-Pedágio, com a devida emissão de comprovantes fiscalizáveis pela ANTT.
Como a Edenred facilita essa gestão?
A complexidade de gerenciar Tags de diferentes operadoras, garantir o pagamento do Free Flow para não levar multa e ainda cumprir a Lei do Vale-Pedágio pode travar o departamento financeiro.
A solução Edenred Vale-Pedágio foi desenhada justamente para resolver essa equação.
Ela não é uma operadora de Tag, mas uma plataforma de gestão que se integra às principais tags do mercado.
Por que usar a solução da Edenred?
- Centralização: Você gerencia o pagamento de pedágios de toda a frota em um único lugar, independentemente da marca da Tag que está no caminhão.
- Compliance Automático: A solução garante que o pagamento seja feito dentro das regras da ANTT, eliminando o risco de multas por descumprimento da Lei do Vale-Pedágio.
- Controle Financeiro: O valor é carregado especificamente para a rota definida. Se o motorista desviar o caminho, você tem controle e visibilidade, evitando o uso indevido do saldo.
- Agilidade no Free Flow: Com a gestão integrada via Tag, seus veículos passam pelos pórticos modernos sem gerar pendências de pagamento manuais, protegendo sua frota contra multas de evasão por esquecimento.
Mais sobre como funciona o pedágio automático
Como faço para pagar o pedágio automático?
Se você tem uma Tag instalada e ativa, o pagamento é debitado automaticamente do saldo ou da fatura contratada. Se for um sistema Free Flow e você não tiver Tag, deve acessar o site/app da concessionária ou outros de autoatendimento, informar a placa e pagar via PIX ou cartão dentro do prazo legal.
O que acontece se passar no pedágio automático sem pagar?
No caso de pistas com cancela, ela não abrirá e soará um alarme (evasão física). No Free Flow (sem cancela), se você passar e não realizar o pagamento em até 30 dias, será autuado por infração grave de trânsito (Art. 209 do CTB), gerando multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH.
Como vai funcionar o pedágio automático no futuro?
A tendência é a expansão do modelo Free Flow para a maioria das rodovias concedidas, eliminando as praças de cobrança físicas para melhorar a fluidez do trânsito e reduzir custos de infraestrutura.
Quanto tempo para pagar pedágio automático?
Para veículos sem Tag no sistema Free Flow, a legislação atual (Lei 14.849/2024) estipula um prazo de até 30 dias para a regularização do pagamento antes que a infração seja gerada.
Entender como funciona o pedágio automático é o primeiro passo para modernizar sua logística. A tecnologia das Tags e do Free Flow oferece a agilidade que o mercado exige, mas traz consigo a responsabilidade de uma gestão financeira rigorosa.
Para frotas corporativas, a automação só é vantajosa quando aliada ao compliance. Não deixe que a facilidade de passar direto na cancela gere um passivo de multas ou problemas com a ANTT.
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Sua frota está pronta para o Free Flow? As rodovias estão mudando e as regras também. Acompanhe o Blog da Edenred Mobilidade para ficar sempre atualizado sobre as novas tecnologias de pedágio e legislações da ANTT.
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