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O que aumenta o consumo de combustível? 10 hábitos para você corrigir em sua frota hoje mesmo

Diversos fatores explicam o que aumenta o consumo de combustível em uma frota, sendo os principais: direção agressiva (acelerações bruscas), pneus descalibrados, excesso de carga, falta de manutenção em filtros e velas, e uso excessivo de ar-condicionado em trânsito urbano.

O combustível é, historicamente, um dos três maiores custos de qualquer operação de transporte ou serviços. Para o gestor de frotas, acompanhar a flutuação dos preços na bomba é uma tarefa rotineira, mas muitas vezes a verdadeira “sangria” de recursos não está no preço do litro, e sim na quantidade de litros desperdiçada por quilômetro rodado.

Quando analisamos os indicadores de desempenho, é comum encontrar veículos idênticos, operando na mesma região, com médias de consumo drasticamente diferentes. Por que isso acontece? A resposta quase sempre reside em fatores comportamentais e mecânicos que passam despercebidos no dia a dia.

Entender o que aumenta o consumo de combustível é o primeiro passo para estancar esse desperdício. Não se trata apenas de “sorte” ou da idade do veículo, mas de uma série de variáveis físicas e humanas que, se não gerenciadas, drenam o orçamento da empresa.

Neste guia completo, mapeamos os 10 principais vilões da eficiência energética e mostramos como você pode atuar para corrigi-los. Continue a leitura para saber mais sobre o assunto com a Edenred.

Índice

  • O que aumenta o consumo de combustível? Entenda a mecânica
  • Os 10 hábitos e fatores que drenam o tanque da sua frota
    • 1. Direção agressiva (o famoso pé de chumbo)
    • 2. Pneus descalibrados (murchos)
    • 3. Excesso de carga (peso morto)
    • 4. Uso incorreto do ar-condicionado
    • 5. Filtro de ar sujo
    • 6. Velas de ignição e cabos desgastados
    • 7. Marcha lenta (Idling)
    • 8. Troca de marchas no tempo errado
    • 9. Geometria: alinhamento e balanceamento
    • 10. Planejamento de rotas ineficiente
  • O papel da manutenção preventiva na redução de custos
  • Como a Gestão de Abastecimento da Edenred Mobilidade ajuda a identificar falhas?
  • Dúvidas comuns sobre consumo de combustível
    • O que causa o alto consumo de combustível no veículo?
    • O que faz o carro consumir muito combustível além da direção?
    • O que mais consome combustível?
    • O que fazer para melhorar o consumo de combustível?

O que aumenta o consumo de combustível? Entenda a mecânica

Antes de culpar o motorista ou o posto de gasolina, é fundamental compreender como o consumo acontece. O motor de combustão interna é uma máquina que transforma energia química em energia cinética (movimento).

Para que o veículo se mova, o motor precisa vencer resistências: a inércia (peso do carro parado), o atrito dos pneus com o solo e a resistência do ar. A injeção eletrônica é o “cérebro” que calcula exatamente quanto combustível é necessário misturar com o ar para gerar a força solicitada pelo pedal do acelerador.

Portanto, o que aumenta o consumo de combustível é, basicamente, qualquer fator que obrigue o motor a fazer mais força do que o necessário para realizar o mesmo trabalho. Se o carro está pesado, desalinhado ou se o motorista acelera sem necessidade, a injeção eletrônica compensa enviando mais gasolina ou diesel para a câmara de combustão.

Os 10 hábitos e fatores que drenam o tanque da sua frota

Agora que entendemos a lógica, vamos à prática. Abaixo, listamos os 10 fatores mais críticos que elevam o consumo, divididos entre comportamento do condutor e manutenção do veículo.

1. Direção agressiva (o famoso pé de chumbo)

Este é, sem dúvida, o campeão do desperdício. A direção agressiva caracteriza-se por acelerações bruscas seguidas de frenagens fortes.

  • O Problema: Para tirar o veículo da imobilidade ou aumentar a velocidade rapidamente, o motor consome muita energia. Se o motorista acelera fundo para chegar ao semáforo vermelho e freia bruscamente, toda a energia (combustível) gasta para ganhar velocidade é jogada fora em forma de calor nos freios.
  • A Solução: Treinamento de Direção Defensiva e Econômica. O motorista deve aprender a aproveitar a inércia do veículo, acelerando progressivamente e antecipando paradas.

2. Pneus descalibrados (murchos)

Rodar com a pressão dos pneus abaixo do recomendado pelo fabricante aumenta a área de contato da borracha com o asfalto. Isso gera mais atrito, conhecido como “resistência à rolagem”.

  • O Problema: Estudos indicam que pneus com calibragem 20% abaixo do ideal podem aumentar o consumo em até 4%. Parece pouco, mas em uma frota que roda milhares de quilômetros, o prejuízo é enorme. Além disso, desgasta o pneu prematuramente.
  • A Solução: Estabelecer uma rotina de calibragem semanal ou quinzenal como regra da política de frotas.

3. Excesso de carga (peso morto)

A física é implacável: quanto maior a massa, mais energia é necessária para movê-la.

  • O Problema: Em frotas de serviços, é comum que os veículos virem “depósitos ambulantes”. Motoristas carregam ferramentas, peças antigas, caixas e equipamentos que não serão usados naquele dia. Cada 50kg ou 100kg extras exigem mais torque do motor a cada arrancada.
  • A Solução: Incentivar a limpeza periódica dos veículos e planejar o carregamento apenas com o necessário para a rota do dia.

4. Uso incorreto do ar-condicionado

O compressor do ar-condicionado é acionado pelo motor através de uma correia, “roubando” parte da potência.

  • O Problema: Em trânsito urbano (baixa velocidade e “para e anda”), o ar-condicionado pode aumentar o consumo entre 10% e 20%. Porém, na estrada, a situação se inverte: andar com vidros abertos acima de 80 km/h gera uma turbulência aerodinâmica (efeito paraquedas) que freia o carro, gastando mais combustível do que o ar ligado.
  • A Solução: Orientar o uso racional. Na cidade, em dias amenos, ventilação natural pode ajudar. Na estrada, vidros fechados e ar ligado são mais eficientes.

5. Filtro de ar sujo

O motor precisa “respirar” para queimar o combustível. A mistura ideal (estequiométrica) depende de uma entrada de ar limpo.

  • O Problema: Se o filtro de ar estiver entupido por poeira, entra menos oxigênio no motor. Para compensar a falta de ar e manter o funcionamento, a injeção eletrônica pode injetar mais combustível, enriquecendo a mistura desnecessariamente.
  • A Solução: Troca rigorosa dos filtros conforme o manual ou antes, se o veículo rodar em estradas de terra.

6. Velas de ignição e cabos desgastados

Nos motores a gasolina ou flex, a vela é responsável pela centelha que explode a mistura dentro do cilindro.

  • O Problema: Se a vela está velha ou os cabos estão com fuga de corrente, a centelha é fraca. Isso causa uma “queima incompleta”. Parte do combustível é injetada, não explode corretamente e sai pelo escapamento sem gerar potência. Você está literalmente jogando combustível fora.
  • A Solução: Revisão periódica do sistema de ignição.

7. Marcha lenta (Idling)

Deixar o motor ligado enquanto o veículo está parado é um hábito comum e nocivo.

  • O Problema: Seja esperando um passageiro, preenchendo um relatório ou aguardando uma entrega, o motor ligado consome combustível (cerca de 1 a 2 litros por hora em utilitários) com eficiência zero, pois o veículo não sai do lugar (0 km/l).
  • A Solução: Orientar os condutores a desligarem o motor em paradas superiores a 1 ou 2 minutos.

8. Troca de marchas no tempo errado

Cada motor tem uma faixa de rotação (RPM) onde oferece o melhor torque com o menor consumo.

  • O Problema: “Esticar” as marchas (trocar perto da faixa vermelha) faz o motor girar excessivamente. Por outro lado, andar em 5ª marcha a 40 km/h obriga o motor a fazer força excessiva, o que também gasta muito.
  • A Solução: Conhecer o veículo. Geralmente, a troca deve ocorrer entre 2.000 e 3.000 RPM para veículos leves a diesel/gasolina. O uso do conta-giros é essencial.

9. Geometria: alinhamento e balanceamento

Um carro desalinhado briga contra a física.

  • O Problema: Se as rodas não estão paralelas entre si, elas estão sendo “arrastadas” lateralmente enquanto giram. Isso gera um atrito absurdo. É como tentar correr com os pés virados para dentro. O motor precisa fazer muito mais força para manter a velocidade.
  • A Solução: Alinhamento a cada 10.000 km ou sempre que o veículo sofrer impactos fortes (buracos).

10. Planejamento de rotas ineficiente

Muitas vezes, o que aumenta o consumo de combustível não é o carro, mas o caminho escolhido.

  • O Problema: O trajeto mais curto nem sempre é o mais econômico. Uma rota curta cheia de semáforos, ladeiras íngremes e congestionamentos gastará muito mais do que uma rota levemente mais longa em via expressa plana e fluida.
  • A Solução: Uso de roteirizadores profissionais que considerem o trânsito e a topografia.

O papel da manutenção preventiva na redução de custos

Ao analisar a lista acima, percebemos que metade dos itens (pneus, filtros, velas, alinhamento) está relacionada à saúde do veículo. Isso reforça uma máxima da gestão de frotas: carro sem manutenção é carro gastão.

Muitos gestores adiam a manutenção preventiva para “economizar caixa” no curto prazo. Essa é uma falsa economia. 

Um filtro de ar custa barato (ex: R$ 30,00 a R$ 50,00), mas um filtro sujo pode aumentar o consumo em 10%. Se o veículo gasta R$ 1.000,00 de gasolina por mês, o prejuízo mensal é de R$ 100,00. Em um ano, a falta de troca do filtro custou R$ 1.200,00 em combustível desperdiçado.

Manter o plano de revisões em dia não serve apenas para evitar que o carro quebre na rua, serve para garantir que ele opere na sua máxima eficiência energética.

controle total das manutenções e mais eficiência para sua frota

Como a Gestão de Abastecimento da Edenred Mobilidade ajuda a identificar falhas?

Você conheceu os vilões técnicos e comportamentais. Mas, em uma frota com 10, 50 ou 100 carros, como saber qual motorista está dirigindo mal ou qual carro está com o filtro sujo? Olhando apenas as notas fiscais, é impossível.

A tecnologia é a única forma de auditar o que aumenta o consumo de combustível na prática da sua operação. A solução de Gestão de Abastecimento da Edenred Mobilidade funciona como um raio-X financeiro e operacional:

  1. Média de Consumo Real: Ao abastecer com o cartão ou app da Edenred, o sistema registra a litragem e a quilometragem (odômetro). Isso gera automaticamente o indicador de Km/L.
  2. Identificação de Desvios: Você cadastra os parâmetros ideais (ex: Gol 1.0 deve fazer 12 km/L). Se um motorista fizer 8 km/L, o sistema alerta. Isso permite que você investigue a causa: é o pé do motorista ou a vela do motor?
  3. Comparativo de Performance: Crie rankings para ver quais condutores são mais econômicos e quais precisam de reciclagem.
  4. Combate à Fraude: Garanta que o combustível pago foi realmente colocado no tanque do veículo da empresa, eliminando gastos indevidos que mascaram o consumo real.

Sem dados, a gestão de consumo é apenas um “achismo”. Com a Edenred, ela vira estratégia.

Dúvidas comuns sobre consumo de combustível

Confira respostas rápidas para as principais perguntas sobre o tema.

O que causa o alto consumo de combustível no veículo?

Os principais causadores são a falta de manutenção (pneus descalibrados, filtros sujos, velas gastas) e o comportamento do motorista (acelerações bruscas, excesso de velocidade e uso desnecessário de ar-condicionado).

O que faz o carro consumir muito combustível além da direção?

Fatores mecânicos e externos pesam muito. Um sistema de arrefecimento com defeito (que deixa o motor frio demais), sensores de oxigênio (sonda lambda) avariados, excesso de carga no porta-malas e até a qualidade ruim do combustível abastecido influenciam drasticamente.

O que mais consome combustível?

Em termos de física, o que mais consome é a aceleração. Tirar o veículo da inércia exige muita energia. Por isso, o trânsito urbano (“para e anda”) gasta muito mais do que a estrada, onde a velocidade é constante.

O que fazer para melhorar o consumo de combustível?

A receita é: manter a manutenção preventiva em dia (especialmente pneus e filtros), praticar a direção econômica (suavidade nos pedais), planejar rotas inteligentes para evitar congestionamentos e utilizar um sistema de gestão para monitorar as médias de consumo da frota.

Descobrir o que aumenta o consumo de combustível na sua frota não é o fim da linha, mas o começo de uma gestão mais eficiente. Cada item corrigido — seja um pneu calibrado ou um motorista treinado — representa dinheiro que volta para o caixa da empresa.

A combinação ideal para a redução de custos une a conscientização humana com a precisão tecnológica.

Quer mais dicas de especialista para sua gestão? O Blog da Edenred Mobilidade é a sua central de inteligência em mobilidade. Navegue por nossas categorias e descubra as melhores práticas de mercado sobre sustentabilidade, legislação e eficiência operacional.

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