InícioGestão de FrotasModelo D2C: entenda como ele funciona na gestão de frotas e entregas

Modelo D2C: entenda como ele funciona na gestão de frotas e entregas

O Modelo D2C (Direct to Consumer ou Direto ao Consumidor) é uma estratégia de negócios onde a indústria, fabricante ou produtor vende seus produtos diretamente para o cliente final, sem passar por intermediários como distribuidores ou varejistas. Isso permite maior controle sobre a marca e margens de lucro maiores, mas transfere a responsabilidade da logística e entrega para o próprio fabricante.

Você produz um produto excelente, tem uma marca forte, mas sente que boa parte do seu lucro fica nas mãos de distribuidores e revendedores? Se essa é a realidade do seu negócio, é provável que você já tenha pensado em adotar o modelo D2C.

Essa estratégia, que elimina intermediários e coloca a indústria cara a cara com o cliente final, virou a “menina dos olhos” de muitos pequenos e médios empresários. Afinal, vender direto significa margem maior e controle total da experiência.

Porém, existem “letras miúdas” nessa mudança que poucos contam: ao cortar o intermediário, você assume uma nova responsabilidade gigante — a entrega. De repente, sua fábrica de móveis ou sua confecção de roupas não precisa apenas produzir; ela precisa transportar. E é aí que a gestão da frota se torna o coração do negócio.

Neste artigo, vamos desmistificar o que é o modelo D2C, diferenciar as siglas do mercado e mostrar como organizar sua logística para que o lucro da venda direta não seja consumido pela gasolina e pela manutenção dos veículos.

O que é o modelo D2C e por que ele está em alta?

A sigla D2C vem do inglês Direct to Consumer (Direto ao Consumidor). Em termos simples, o modelo D2C ocorre quando o fabricante, importador ou produtor vende sua mercadoria diretamente para quem vai usá-la, sem passar por varejistas, atacadistas ou distribuidores.

Antigamente, isso era privilégio de gigantes ou exigia lojas físicas caras. Hoje, com a digitalização, um pequeno fabricante de sapatos do interior pode montar um e-commerce e vender para um cliente na capital, enviando o produto por conta própria.

Por que todo mundo fala nisso?

  1. Margem de Lucro: Sem ter que dar desconto para o lojista revender, sobra mais dinheiro no caixa.
  2. Dados do Cliente: No varejo tradicional, você não sabe quem comprou seu produto. No D2C, você tem o e-mail, o endereço e o histórico de compras do cliente, podendo criar campanhas de fidelidade.
  3. Controle da Marca: Você decide como o produto é embalado, apresentado e entregue, garantindo a qualidade do início ao fim.

A sopa de letrinhas: diferença entre modelo D2C, B2B e B2C

Para o pequeno empresário, tantas siglas podem confundir. Vamos organizar para que você entenda exatamente onde seu negócio se encaixa.

Abastecimento, manutenção, pedágio e frete. Tudo em um só lugar.

B2B (Business to Business)

É o modelo tradicional de “Empresa para Empresa”.

  • Exemplo: Sua fábrica vende 500 camisetas para uma loja de departamento.
  • Logística: Geralmente envolve grandes volumes, caminhões maiores e poucas entregas (uma viagem leva tudo).

B2C (Business to Consumer)

É o modelo do varejo, de “Empresa para Consumidor”.

  • Exemplo: A loja de departamento vende uma camiseta para o João.
  • Logística: A loja cuida da entrega ou o cliente retira no local.

D2C (Direct to Consumer)

É a indústria atuando como varejo.

  • Exemplo: Sua fábrica vende uma camiseta direto para o João pelo seu site.
  • Logística: Você precisa entregar um pacote pequeno na casa do João.
ModeloQuem vende?Quem compra?Quem entrega?
B2BFabricanteOutra EmpresaTransportadora Terceirizada (geralmente)
B2CLoja/VarejoConsumidor FinalLoja ou Correios
D2CFabricanteConsumidor FinalFabricante (Frota Própria ou Híbrida)

O impacto do D2C na sua frota: você virou uma transportadora

Aqui está o ponto de virada. Ao adotar o modelo D2C, sua empresa ganha um novo departamento: a logística de última milha (Last Mile).

Diferente do B2B, onde você carregava um caminhão cheio uma vez por semana, no D2C você tem 20, 30 ou 50 pequenos pedidos saindo todos os dias para endereços diferentes. Isso muda completamente o perfil da sua frota:

  1. Mudança de Veículos: O caminhão pesado dá lugar a utilitários leves (furgões, vans) e até motocicletas, que são mais ágeis no trânsito urbano.
  2. Aumento da Frequência: Seus veículos vão rodar todos os dias, o dia todo. O desgaste de pneus, freios e óleo será muito maior.
  3. Gestão de Combustível: Com várias entregas picadas, o consumo de combustível aumenta. O “para e anda” da cidade bebe muito mais do que a estrada livre.

Se você tentar gerenciar essa nova operação anotando os gastos em um caderno ou dando dinheiro vivo para o motorista abastecer, o caos financeiro é garantido.

Vantagens de assumir a logística no D2C

Apesar do trabalho extra, ter frota própria ou dedicada no modelo direto traz vantagens competitivas enormes:

  • A Experiência de Entrega: O motorista é a única pessoa física que seu cliente vai ver. Se ele for educado, estiver uniformizado e com o carro limpo, sua marca ganha pontos. Em transportadoras terceirizadas, você não controla isso.
  • Agilidade na Resolução: Se houver uma troca ou devolução (logística reversa), seu próprio carro resolve na hora, sem a burocracia dos Correios.
  • Feedback em Tempo Real: Seus entregadores podem trazer informações valiosas. “O cliente reclamou que a embalagem estava difícil de abrir” ou “O cliente elogiou o brinde”.

Como organizar as despesas da frota no modelo D2C?

Você decidiu vender direto, comprou ou alugou dois furgões e contratou motoristas. Agora, como controlar o dinheiro que sai para manter isso rodando?

O erro mais comum do pequeno empresário é misturar as contas. Usar o cartão de crédito pessoal para abastecer o carro da empresa ou fazer o motorista pagar do bolso e pedir reembolso depois. Isso gera furos de caixa e perda de tempo conferindo notinhas fiscais amassadas.

Para que o modelo D2C seja lucrativo, a gestão da frota precisa ser profissional, mesmo que a frota seja pequena.

A solução: centralização e controle

A Edenred Mobilidade oferece soluções pensadas exatamente para esse cenário, como a GoHub. Com plataformas de gestão integradas, você consegue:

  1. Centralizar pagamentos: combustível e manutenção são pagos com um meio de pagamento corporativo específico. Você recebe uma fatura única no final do período.
  2. Separar custos: saiba exatamente quanto cada veículo gastou para entregar. Se o carro A gastou R$ 500,00 de gasolina para entregar R$ 5.000,00 em produtos, sua logística custou 10%. Essa conta é vital para precificar seu frete.
  3. Eliminar reembolsos: acabe com a dor de cabeça de conferir recibos manuais. Tudo fica registrado digitalmente no sistema.

Ao organizar a casa, você garante que a margem extra conquistada na venda direta não seja desperdiçada em ineficiência logística.

Mais perguntas sobre o modelo D2C 

O que é o canal D2C?

É o meio pelo qual a indústria vende ao consumidor. Pode ser uma loja virtual (e-commerce), um aplicativo próprio, uma loja física de fábrica (outlet) ou venda por catálogo/social media.

Qual a principal diferença entre B2B e D2C?

No B2B, o foco é volume e relacionamento de longo prazo com revendedores. No D2C, o foco é a experiência de compra individual, construção de marca e margem de lucro por unidade vendida.

O modelo D2C serve para qualquer empresa?

Serve para indústrias e produtores que desejam ter controle da marca. Porém, exige estrutura de atendimento ao cliente (SAC) e logística de entrega fracionada.

Adotar o modelo D2C é um passo libertador para o pequeno empresário. Ele permite que sua marca cresça, apareça e crie laços verdadeiros com quem consome seu produto. Mas lembre-se: vender é apenas metade do trabalho. A outra metade é entregar com qualidade e custo controlado. Não deixe que a logística seja o gargalo do seu crescimento.

Quer mais dicas para profissionalizar a gestão do seu negócio? Acompanhe os conteúdos exclusivos para PMEs no Blog da Edenred Mobilidade.

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