O futuro do Free Flow nas rodovias para 2026 aponta para a substituição massiva das praças físicas por pórticos de leitura automática. As principais expansões focam na Via Dutra (BR-116), no Rodoanel e nas novas concessões do Litoral Paulista. O modelo visa a cobrança por quilômetro rodado, exigindo que frotas utilizem tags automáticas para evitar a complexidade do pagamento manual e multas por evasão.
Se até o ano passado o sistema de pedágio sem cancela era tratado como um “projeto piloto” ou uma novidade restrita a poucos trechos, o cenário para o próximo ano é definitivo: a barreira física está com os dias contados.
Estamos em dezembro de 2025 e a realidade das estradas brasileiras mudou drasticamente. O que vimos começar timidamente na Rio-Santos e na Serra Gaúcha agora se torna o padrão para as novas concessões e modernizações contratuais. O motorista brasileiro está deixando de “parar para pagar” e aprendendo a “pagar por rodar”.
Mas o que esperar exatamente para o próximo ciclo? O futuro do Free Flow nas rodovias em 2026 aponta para uma expansão massiva na região Sudeste, novas regras de cobrança e um desafio administrativo gigante para gestores de frota que ainda insistem no pagamento manual.
Neste artigo, desenhamos o mapa dos novos pórticos e mostramos como blindar sua operação contra multas na era do pedágio invisível.
Índice
- O avanço da tecnologia: do projeto piloto à realidade nacional
- O mapa do Free Flow para 2026: Dutra, Litoral e Rodoanel
- Via Dutra (BR-116)
- Litoral Paulista e Alto Tietê
- O Sistema Anchieta-Imigrantes terá tecnologia free flow?
- Como funciona a cobrança e o “risco administrativo”?
- Qual é o prazo para pagamento?
- O pesadelo administrativo da frota sem tag
- Por que a Tag é a única saída viável para empresas?
- Mais perguntas sobre futuro do Free Flow nas rodovias
- Quando vai começar o pedágio free flow na Dutra?
- O Sistema Anchieta-Imigrantes terá tecnologia free flow?
- Qual o valor da multa por não pagar o Free Flow?
O avanço da tecnologia: do projeto piloto à realidade nacional
A transição das praças de pedágio convencionais (com cabines, cancelas e filas) para os pórticos eletrônicos (gantries) de fluxo livre não é apenas uma mudança tecnológica, é uma mudança de conceito.
O modelo tradicional cobrava uma tarifa fixa de quem cruzasse uma linha imaginária, o que muitas vezes era injusto com quem rodava apenas poucos quilômetros. O sistema Free Flow, impulsionado pela tecnologia de leitura de placas (OCR) e identificação por radiofrequência (Tags), viabiliza a tarifa por quilômetro rodado.

Até 2024, vivíamos a fase de testes e adaptação cultural. Agora, com a validação do modelo na BR-101 e nas rodovias estaduais do Rio Grande do Sul (CSG), o governo federal e as agências estaduais (como a ARTESP em São Paulo) incorporaram o sistema como exigência nos novos leilões.
Para 2026, a palavra de ordem é fluidez. A meta é eliminar gargalos históricos nas saídas de feriados e reduzir o tempo de viagem das operações logísticas, removendo as barreiras físicas que obrigavam caminhões pesados a frear e arrancar constantemente.
O mapa do Free Flow para 2026: Dutra, Litoral e Rodoanel
Gestor, atualize seu roteirizador. As principais rotas logísticas de São Paulo e do país sofrerão alterações importantes no modelo de cobrança ao longo de 2026.
Via Dutra (BR-116)
A principal rodovia do país segue seu cronograma de modernização. Após o sucesso do sistema na Rio-Santos (que faz parte da mesma concessão), a Dutra avança com a implementação de pórticos, especialmente na região metropolitana de Guarulhos e no acesso à capital paulista.
Para 2026, espera-se a consolidação do sistema híbrido em trechos urbanos, onde a cobrança automática substitui praças antigas para melhorar o fluxo local.
Litoral Paulista e Alto Tietê
Esta é a maior novidade. As concessões recentes do lote Litoral Paulista (envolvendo a Mogi-Bertioga e a Padre Manoel da Nóbrega) já nasceram sob o novo modelo.
Em 2026, quem descer a serra ou trafegar entre as cidades da Baixada Santista e do Alto Tietê (Mogi das Cruzes, Suzano) encontrará pórticos de leitura automática em vez de praças novas. A cobrança será fracionada, e a atenção do gestor deve ser redobrada nessas rotas turísticas e comerciais.
O Sistema Anchieta-Imigrantes terá tecnologia free flow?
Sendo uma concessão mais antiga, a Ecovias (Anchieta-Imigrantes) possui um contrato diferente. No entanto, a pressão por fluidez na chegada ao Porto de Santos é enorme.
Estudos para 2026 indicam a possibilidade de implementação do Free Flow inicialmente nas novas faixas e obras de expansão, ou em modelo híbrido nas praças existentes, mas a migração total ainda depende de aditivos contratuais que estão sendo discutidos com o governo estadual.
Rodoanel Norte
O trecho Norte do Rodoanel Mário Covas, essencial para a logística que desvia da capital, foi projetado para ser 100% Free Flow. Em 2026, ele será o maior laboratório de eficiência do sistema, permitindo que caminhões circulem entre as principais rodovias (Dutra, Fernão Dias, Bandeirantes) sem uma única parada física.
Como funciona a cobrança e o “risco administrativo”?
Aqui mora o perigo para a gestão de frotas. O Free Flow inverte a lógica do pagamento: antes, você pagava para passar; agora, você passa e tem a obrigação de pagar depois.
Como será cobrado o pedágio Free Flow?
Existem apenas duas formas:
- Automática (Recomendada): O veículo possui uma Tag de pedágio ativa. O pórtico lê o sinal, debita o valor na conta da operadora e a cancela (virtual) se abre. O motorista não faz nada.
- Manual (Pagamento Posterior): O veículo não tem tag. As câmeras leem a placa. O proprietário do veículo tem a obrigação de entrar no site ou aplicativo da concessionária, buscar pela placa e pagar o boleto/PIX dentro do prazo legal.
Qual é o prazo para pagamento?
Segundo a regulamentação consolidada (após ajustes na Lei 14.849 e resoluções do CONTRAN), o prazo para pagamento sem multa geralmente é de até 30 dias após a passagem (importante sempre conferir a regra específica da concessionária, pois pode haver variações operacionais).
O pesadelo administrativo da frota sem tag
Imagine que você tem uma frota terceirizada com 10 caminhões fazendo entregas no Alto Tietê e Litoral. Cada caminhão passa por 4 pórticos por dia.
- Conta: 10 caminhões x 4 pórticos = 40 passagens diárias.
- Sem tag: Seu time administrativo precisa entrar no sistema, consultar 40 placas individualmente e gerar 40 pagamentos manuais todos os dias. Se esquecerem uma passagem sequer, o valor da tarifa (que seria R$ 10,00 ou R$ 20,00) vira uma multa grave de R$ 195,23 por evasão de pedágio, além de 5 pontos na carteira do motorista (ou indicação de condutor).
Por que a Tag é a única saída viável para empresas?
Diante do futuro do Free Flow nas rodovias, insistir no pagamento manual é insustentável, principalmente por conta da obrigatoriedade do Vale Pedágio. O custo operacional de ficar caçando boletos na internet é maior do que o custo de uma mensalidade de tag.
A solução de Gestão de Pedágio da Edenred transforma esse caos em controle:
- Centralização Total: Não importa se o caminhão passou no Free Flow da Dutra, no pórtico da Rio-Santos ou na praça manual do interior. Tudo vem em uma única fatura consolidada.
- Risco Zero de Multa: Como a cobrança é automática, você elimina o risco de esquecer o pagamento e receber uma infração por evasão (Art. 209 do CTB).
- Economia com DBT e DUF: Vale lembrar que os descontos tarifários (DBT de 5% e o desconto progressivo DUF) são exclusivos para quem usa Tag. No pagamento manual via placa, você paga a tarifa cheia.
Em 2026, a Tag deixa de ser um acessório de conforto e vira uma ferramenta essencial de compliance e redução de custos.
Mais perguntas sobre futuro do Free Flow nas rodovias
Quando vai começar o pedágio free flow na Dutra?
O sistema já opera em trechos da Rio-Santos (parte da concessão da Dutra). A expansão para a Via Dutra (BR-116) em Guarulhos e região metropolitana de SP está em fase avançada de implementação, com operação plena dos pórticos prevista para se consolidar ao longo de 2026.
O Sistema Anchieta-Imigrantes terá tecnologia free flow?
Ainda não há confirmação de virada total para Free Flow em 2026 devido ao contrato antigo. Porém, testes e implementações em novas obras e faixas adicionais estão no radar da concessionária e do governo estadual para modernizar o acesso ao Porto.
Qual o valor da multa por não pagar o Free Flow?
A evasão de pedágio é considerada infração grave pelo CTB. O valor é de R$ 195,23, além de gerar 5 pontos na CNH. No Free Flow, a multa é aplicada automaticamente se o pagamento não for identificado no prazo estipulado.
O futuro do Free Flow nas rodovias chegou mais rápido do que muitos esperavam. Em 2026, a malha rodoviária de São Paulo e do Brasil será mais fluida, tecnológica e justa na cobrança. Para o gestor de frota terceirizada e gestores de logística, isso significa o fim das filas, mas o início de uma nova responsabilidade de controle.
Não deixe sua operação virar uma “fábrica de multas” por falta de gestão. Adapte sua frota à realidade dos pórticos automáticos agora mesmo.
As regras de trânsito mudam rápido. Não seja pego de surpresa: acompanhe todas as novidades sobre o Free Flow e a legislação de transportes no Blog da Edenred Mobilidade.
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