Para melhorar a gestão de frete, a empresa deve ir além da negociação de preços e focar na eficiência operacional e fiscal. As principais estratégias incluem: centralizar os pagamentos de transportadores em uma plataforma única, automatizar a emissão de CIOT e contratos para evitar multas, utilizar meios eletrônicos para o Vale-Pedágio obrigatório e realizar a auditoria de faturas para identificar cobranças indevidas.
Quem atua na logística brasileira sabe que o desafio vai muito além de encontrar um caminhão disponível. O custo do frete no Brasil é composto por uma teia complexa que envolve preço do diesel, pedágios, impostos, taxas de administração e uma rigorosa legislação de transporte.
Muitas empresas perdem margem de lucro não porque pagam caro no quilômetro rodado, mas porque falham nos processos de contratação e pagamento. Erros na emissão de documentos fiscais, multas por falta de CIOT ou pagamentos informais (na beira da estrada) criam um passivo trabalhista e fiscal silencioso.
A boa notícia é que é possível profissionalizar essa operação. Neste artigo, você verá como melhore a gestão de frete com 5 estratégias práticas, focando em reduzir custos operacionais e blindar sua empresa contra riscos desnecessários.
O que é gestão de frete eficiente?
Engana-se quem pensa que gestão de frete é apenas negociar o menor valor com a transportadora. Uma gestão eficiente é um processo de ponta a ponta que envolve a homologação rigorosa de parceiros, a auditoria de faturas e o cumprimento das obrigações legais.
Para ser considerada eficiente, a gestão deve garantir que:
- O pagamento seja seguro: Tanto para a empresa quanto para o caminhoneiro autônomo.
- A documentação esteja em dia: Emissão de CIOT, Vale-Pedágio obrigatório e seguros.
- O custo seja auditável: Conferência automática se o valor cobrado bate com a tabela negociada (evitando cobranças indevidas de taxas extras).

5 estratégias práticas para melhorar a gestão de frete
Se você quer sair do controle manual e ganhar competitividade, aplique estas cinco táticas na sua rotina logística.
1. Centralize a contratação e os pagamentos
O maior inimigo da gestão financeira é a dispersão. Se cada filial contrata frete de um jeito e paga via depósito ou “carta-frete” (que é ilegal), você perde o controle do fluxo de caixa. Centralize todos os pagamentos em uma única plataforma. Isso permite negociar melhores taxas por volume e garante que todos os motoristas recebam conforme a lei.
2. Automatize a emissão de CIOT e documentos fiscais
O CIOT (Código Identificador da Operação de Transportes) é obrigatório para a contratação de TAC (Transportador Autônomo de Cargas). Emiti-lo manualmente a cada viagem é insustentável e propenso a erros. Utilize sistemas que gerem o CIOT automaticamente no momento da contratação, integrando os dados da carga e do motorista.
3. Audite as faturas de frete (Auditoria de Fretes)
Você confere fatura por fatura? O frete é composto por diversas variáveis: peso, cubagem, Ad Valorem (seguro), GRIS (gerenciamento de risco) e pedágio. Sistemas de auditoria cruzam automaticamente a tabela negociada com a fatura enviada pela transportadora, identificando divergências que podem representar uma economia de 3% a 5% no total gasto.
4. Otimize a gestão do Vale-Pedágio
A Lei do Vale-Pedágio obriga o embarcador a custear o pedágio separadamente do valor do frete. Pagar em dinheiro ou embutir no valor do frete é ilegal e gera multas pesadas. A solução é usar meios de pagamento eletrônicos (Tags ou Cartões) integrados à gestão de frete, garantindo que o valor exato da rota seja creditado.
5. Monitore o desempenho (SLA) das transportadoras
Não olhe apenas para o preço. Monitore indicadores como pontualidade (On-Time Delivery), índice de avarias e ocorrências de roubo. Às vezes, um frete 5% mais barato sai caro se a transportadora atrasa constantemente, parando sua linha de produção ou frustrando seu cliente.
Custos visíveis vs. Custos ocultos no frete
Para melhorar a gestão de frete de verdade, é preciso enxergar o iceberg completo. Muitas vezes focamos apenas no valor pago ao motorista, esquecendo os custos que drenam a operação pelos bastidores.
| Tipo de Custo | O que inclui | Como reduzir |
| Custos Visíveis | Valor do frete, combustível, pedágio, impostos (ICMS). | Negociação de tabelas e consolidação de cargas. |
| Custos Ocultos | Multas da ANTT (falta de CIOT), estadia (demurrage) do caminhão parado, processos trabalhistas, retrabalho administrativo. | Automação de pagamentos e compliance fiscal rigoroso. |

Como a tecnologia transforma a contratação de terceiros?
Há uma confusão comum no mercado entre TMS (Sistema de Gerenciamento de Transporte) e Plataformas de Pagamento de Frete.
- O TMS cuida da logística física: roteirização, rastreamento e escolha da transportadora.
- A Plataforma de Pagamento (como a da Edenred) cuida da logística financeira: garante que o dinheiro chegue ao motorista, que o imposto seja recolhido e que a lei seja cumprida.
A gestão de excelência integra essas duas pontas. Quando seu TMS “diz” que a carga está pronta, a plataforma de pagamento automaticamente emite o contrato, o CIOT e carrega o saldo no cartão do motorista. Sem papelada, sem erro humano.
Solução Edenred: controle total do pagamento ao motorista
Se sua empresa lida com contratação de autônomos ou agregados, a burocracia pode travar sua operação. A solução Edenred Gestão de Frete foi desenhada para resolver exatamente essa dor.
Ela oferece uma gestão 360º para quem contrata transporte:
- Pagamento Seguro: O motorista recebe em uma conta digital, com liberdade para usar o saldo como quiser.
- Compliance Automático: Emissão de CIOT gratuito e integrado à geração do contrato de frete.
- Vale-Pedágio Integrado: Pagamento automático das tarifas de pedágio, eliminando o manuseio de dinheiro e o risco de multas.
- Gestão de Despesas: Controle unificado de abastecimento e manutenção do veículo durante a viagem.
Com a Edenred, você centraliza a relação com seus transportadores, elimina o risco de passivos trabalhistas e garante agilidade na liberação das cargas.

Mais dicas para que você melhore a gestão de frota
Como calcular o frete corretamente?
O cálculo deve considerar custos fixos (salário/motorista, depreciação, seguro) e variáveis (combustível, pneus, manutenção), somados à margem de lucro e impostos. Para terceiros, a negociação baseia-se geralmente em R$/tonelada ou R$/km rodado.
O que é CIOT e por que ele é obrigatório?
O CIOT (Código Identificador da Operação de Transportes) é um número único gerado na ANTT para cada contrato de frete. Ele serve para fiscalizar o pagamento do frete eletrônico. A falta dele gera multa de até R$ 1.100,00 por operação.
Como reduzir o custo com estadia de veículos?
A estadia é cobrada quando o caminhão fica parado aguardando carga ou descarga além do tempo combinado (lei: 5 horas). Para reduzir, é necessário agendar janelas de entrega (booking) e melhorar a eficiência da equipe de armazém.
Melhorar a gestão de frete é um passo decisivo para a saúde financeira da sua empresa. Ao sair da informalidade e adotar ferramentas que automatizam o pagamento e garantem o compliance, você transforma o setor de transportes de um centro de custo em uma vantagem competitiva.
Lembre-se: tecnologia e processos bem definidos são a chave para reduzir riscos e aumentar a margem de lucro em cada viagem.
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